Todos têm que se sacrificar no combate ao coronavírus

Guilherme da Cunha / 06/04/2020 - 06h00

O Partido Novo quer que todos deem sua parcela de contribuição para mitigar os graves efeitos da pandemia do coronavírus. Isso inclui partidos políticos, os próprios políticos, juízes, promotores e a elite do funcionalismo público. 

Quanto aos partidos, o Novo apresentou uma proposta para que os R$ 3 bilhões dos Fundos Partidário e Eleitoral, dinheiro público que serve para financiar partidos e suas campanhas, pudesse ser destinado para ações de saúde e de combate ao coronavírus. É a Emenda 10 à PEC 10/2020. 

Quanto aos políticos, juízes, promotores e a elite do funcionalismo, a proposta é de que tenham seus salários temporariamente reduzidos enquanto durar a crise, e de forma progressiva. A proposta do Novo é que quem ganha até o teto do INSS (hoje, R$6.101,07) não sofra nenhuma redução salarial. Quem ganha mais e está entre os 4% de maior renda de toda a população brasileira, teria que contribuir. 

O desconto seria progressivo. Sobre a parcela até R$6.101,07, seria zero. Para a parcela entre R$6.101,07 até R$10 mil haveria desconto de 26%, entre R$10 mil e R$20 mil, de 30%, e os valores que superassem R$20 mil seriam reduzidos em 50%. Penduricalhos acima do teto seriam totalmente cortados, verbas de gabinete dos políticos seriam reduzidas em 25% e a cota parlamentar, em 50%. Todo o valor obtido com esses descontos seria revertido para ações de combate ao coronavírus. É a Emenda 4 à PEC 10/2020. 

Quanto à proposta de destinar os Fundos Partidário e Eleitoral para a saúde, o apoio da população é quase unânime. Quanto aos servidores, há polêmica, até porque várias famílias no Brasil possuem um servidor público que contribui para o sustento da casa. É polêmico, mas justo. 

A crise provocada pelo coronavírus já está tendo um forte impacto na economia. Muitos trabalhadores da iniciativa privada ficarão desempregados. Autônomos e informais ficarão sem serviço, perdendo toda sua renda. 

Parece-me muito razoável, especialmente considerando que a população mais carente e vulnerável não está podendo sequer sair de casa para trabalhar e terá que viver com R$600,00/mês de ajuda do governo nesse período, que um servidor que recebe R$10 mil e tem estabilidade passe a receber R$8.986,28, e que quem ganha R$30 mil viva com R$20.986,27 enquanto durar a pandemia. E, importante: isso atingiria também os políticos do NOVO que propuseram a medida. Não queremos ficar de fora e nem repassar a conta para ninguém. Sem a união e a colaboração de todos o fardo da crise será pesado demais para qualquer um carregar. 

 

 

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