A liberdade de imprensa no Brasil

Irlan Melo / 08/06/2020 - 06h00

O Dia da Liberdade de Imprensa no Brasil foi comemorado ontem. Essa liberdade diz respeito ao direito que qualquer profissional de mídia tem de fazer com que as informações circulem livremente, pois esse é um pressuposto acima de tudo da democracia. A censura, contrária à liberdade de imprensa, é comum aos governos que funcionam como ditaduras, limitando as possibilidades da mídia em prol de seus próprios interesses.

O povo é o maior beneficiado dessa liberdade pois é através do belo trabalho desempenhado pelos profissionais da imprensa que temos acesso às informações e à verdade, o que nos dá direito de escolha e mantém o nosso livre arbítrio preservado.

Um dos maiores compromissos da imprensa é a imparcialidade, ou seja, o jornalista deve ser isento de valores, opiniões no que ser refere a não privilegiar ninguém ou nenhuma parte. Quando a opinião é expressa, eticamente o profissional ou veículo deve deixar claro para o leitor ou telespectador. Mas, no que diz respeito às notícias e informações, a imparcialidade deve ser sempre preservada. 

Vivemos um tempo onde essa questão está em alta. Será mesmo que os veículos de imprensa são imparciais? Será que não manipulam ou omitem informações a fim de privilegiar certos grupos em busca de seus próprios interesses? Tudo indica que não. Infelizmente!
Os governos são uma das maiores fontes de renda dos grandes jornais que sobrevivem de anúncios. O que acontece é que muitas vezes, quando uma empresa ou órgão público deixa de investir no canal, eles passam a ser perseguidos e quando investe, muitos jornais fazem “vista grossa” em determinados assuntos. É uma realidade dura, mas verdadeira. 

Por outro lado, devemos entender que jornalistas precisam de seus empregos e, muitas vezes precisam se submeter aos interesses de seus patrões. Mas assim como existem más empresas e profissionais em qualquer meio, não podemos generalizar. Com o advento da internet, jornalistas e até mesmo pessoas comuns têm se valido das redes sociais para propagar ideias e comunicar notícias. Como quase tudo tem um lado ruim, a internet permitiu também que profissionais e canais descomprometidos com a verdade utilizassem do meio para propagar notícias falsas, as chamadas fake-news. 

Para finalizar, quero responder uma pergunta que muitos me fazem: em qual canal ou jornal devo confiar plenamente? A resposta é nenhum! Devemos analisar as notícias, comparar com vários veículos de comunicação e só assim construir nossa opinião a respeito de um assunto. Dá trabalho, mas é a única forma de sermos bem informados. 

Minhas congratulações a todos os profissionais de imprensa do Brasil.
Escrito em parceria com o jornalista Leandro Jahel

 

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