Anel Rodoviário: nasce uma nova esperança

Irlan Melo / 24/05/2021 - 06h00

Quando falamos do Anel Rodoviário em Belo Horizonte o que vem a nossas mentes são as inúmeras tragédias. Quantas vezes se ouvia dizer que algo de muito triste tinha acontecido perto da minha casa, na região dos bairros Betânia e Olhos d’Água. Ainda criança fiquei com essas tristes memórias.

Mesmo sabendo que o Anel Rodoviário é parte de uma rodovia federal, algo acima do âmbito municipal, não podia ficar inerte quando, por mais uma vez, a omissão daqueles que deveriam fazer algo sobressaía.

Desde 2017, quando criei uma comissão de estudos sobre o Anel Rodoviário, apresentei a sugestão que já vem sendo aplicada em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que são as chamadas áreas de escape. Uma ideia simples que salva vidas, e é uma chance de sobrevivência para o caminhoneiro e todos os que estiverem no local, se houver falha nos freios. Esta pequena solução parece emergencial e é algo que a princípio será um paliativo até a reforma do Anel Rodoviário.

Implementar uma sinalização mais eficaz, colocar em funcionamento pleno os radares, além da fiscalização quanto ao posicionamento dos veículos pesados à direita da via já deveriam ter ocorrido. São várias sugestões que pude apresentar ao Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na última terça feira em Brasília. Saí de lá com muita esperança de finalmente ter alguma solução. Ao todo, apresentei várias intervenções além da área de escape que custariam cerca de R$ 24 milhões e salvariam dezenas, centenas de vidas.

A situação atual do Anel é fruto da irresponsabilidade e omissão de antigos governantes que por mais de 50 anos não tiveram a coragem necessária de implementar soluções e investir no local. Está na hora de fazer direito, está na hora de fazer com respeito. É um direito do cidadão ter ruas e rodovias seguras para se deslocar. É um dever do Estado sinalizar, planejar, investir e fiscalizar o trânsito. Vamos seguir exigindo que os responsáveis tomem providências. A vida pede passagem e todos nós podemos ser vítimas da omissão. É contra isso que precisamos lutar e, com certeza, vamos prevalecer. Pelo seu direito, pela justiça!

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