Casos de depressão entre brasileiros dobraram durante a quarentena

Irlan Melo / 11/05/2020 - 06h18

De acordo com a OMS, nos últimos dez anos, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos e o Brasil destaca-se como o país mais deprimido da América Latina. Com a atual crise na saúde e econômica que o mundo enfrenta, estes casos têm aumentado significativamente. Isolamento social, home office, excesso de dívidas. 

Um levantamento feito nas Upas de Belo Horizonte pela ONG Defesa Social revelou que muitas pessoas têm procurado atendimento com sintomas de angústia, ansiedade e depressão. Não é preciso muito esforço para perceber o quanto as pessoas estão mais vulneráveis, e é certo que precisamos investir em medidas para auxiliar no combate a qualquer tipo de transtorno psicológico. 

A ONG Defesa Social buscou a participação voluntária de profissionais de vários setores e criaram um site para atender, de graça, quem precisa. Os interessados devem acessar o site https://xocoronavirus.ongdefesasocial.com.br/ solicitando atendimento. 

O sofrimento psíquico aumentou no país, com as incertezas provocadas pelo novo coronavírus e as mudanças impostas pelo isolamento social. Logo após a decretação da quarentena por causa da pandemia de Covid-19, o professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), iniciou uma pesquisa sobre o comportamento dos brasileiros durante o isolamento. Os resultados mostram que os casos de depressão praticamente dobraram, enquanto as ocorrências de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%, nesse período.
 
Em 2019 criei a Lei11.161 que institui a Semana de Prevenção da Depressão. O objetivo é que neste período sejam prestadas informações através de procedimentos educativos e organizativos sobre todas as formas de depressão, maneiras para prevenção e tratamento, realização de procedimentos úteis para a detecção da doença e atividades de conscientização e orientação.
Depressão é coisa séria tem levado centenas de pessoas a extremos como tirar suas próprias vidas. Invisto e apoio toda iniciativa que vise combater este mal. 

A depressão atinge um número bastante expressivo de pessoas, de todas as idades e gêneros. Em alguns casos, a doença afeta de forma profunda o sistema imunológico, o que pode acarretar outras doenças, e por isso o cuidado deve ser redobrado, com atenção permanente.
Estima-se que uma a cada quinze pessoas depressivas apresentam um quadro tão grave que exige hospitalização. Os sintomas da depressão profunda, como pensamentos constantes de morte e risco de suicídio, além da ausência completa de autocuidado, podem exigir que o paciente precise ser internado numa clínica psiquiátrica, para que haja supervisão médica constante e sejam evitados danos maiores. Desta forma, devemos ter todo cuidado com nossa saúde mental. #AcordaBH

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