Dia do Trabalho: os novos meios de trabalhar

Irlan Melo / 04/05/2020 - 09h38

Desde o final do século 19, em vários países ocidentais, o dia 1º de maio é tido como o Dia do Trabalho ou do Trabalhador. Tal data foi escolhida em razão de uma onda de manifestações e conflitos violentos que se desencadeou a partir de uma greve geral. Essa greve paralisou os parques industriais da cidade de Chicago (EUA), no dia 1º de maio de 1886.

Com a revolução industrial, a classe operária surgia, e com isso, uma série de necessidades que nem sempre eram efetivamente cumprida pelos industriários. As horas trabalhadas eram, muitas vezes, excessivas e a relação entre empregado e empregador nem sempre era amistosa.

A principal forma de ação das organizações de trabalhadores com vistas à exigência de direitos era a greve. A greve geral tornou-se um instrumento de pressão frequentemente usado. 
No Brasil, a greve é um direito assegurado pela Constituição na Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989 em seu artigo 1º.

Hoje vivemos uma nova era, a chamada indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial. Esse é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial. Segundo ele, a industrialização atingiu uma quarta fase, que novamente “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”. Com isso precisamos encarar uma série de mudanças: profissões estão se extinguindo dando lugar a outras. 

No meio disso, nasce uma nova geração, os millennials, que se desenvolveram numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Vivendo em ambientes altamente urbanizados, os millennials presenciaram uma das maiores revoluções na história da humanidade: a Internet. Eles já são maioria da população do país e 50% da força de trabalho e até 2030 devem ocupar 70% dos postos de trabalho, de acordo com pesquisa realizada pelo Itaú BBA.

O meio digital ficou ainda mais em evidência com a pandemia do covid-19. Empresas, médicos igrejas, shows e até festas de aniversário passaram a acontecer através internet. De acordo com estimativa feita pelo Data-Driven Innovation Laboratory, a partir de meados de agosto o Brasil terá superado 100% da crise causada pelo coronavírus.

Até lá precisamos discutir formas seguras de voltarmos gradativamente às atividades normais. A principal proposta de flexibilização é adotar o isolamento intermitente, ou seja, intercalar os períodos de distanciamento social durante a pandemia aliado à rigorosa fiscalização quanto ao uso de máscara e disponibilização de álcool em gel em locais públicos. 

Nós vamos superar essa peste que assola a humanidade.

 

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