Flexibilização do isolamento social. Quando?

Irlan Melo / 20/04/2020 - 06h00

Na última segunda 13/04, realizamos na Câmara Municipal de Belo Horizonte, uma reunião com vários setores do comércio da Capital, com objetivo de ouvir o que os mesmos estão passando e entender suas principais reivindicações. 

O pedido é uníssono: precisamos flexibilizar o isolamento social pois grande percentual do empresariado não suportará por muito tempo sem demissões e fechamento dos negócios. 

A pergunta é: quando? 

Ninguém tem essa resposta. Ao mesmo tempo, nunca vivenciamos um isolamento rigoroso eis que várias atividades continuam autorizadas a funcionar, tomando as devidas precauções com a higiene e contato. Muitas autoridades informam que a manutenção do isolamento social é a forma mais eficiente de combater o avanço do novo Coronavírus. 

Já está comprovado que as medidas de confinamento e isolamento social contribuem para abrandar a curva de contaminação na população. O uso de máscaras como uma das alternativas para combater a proliferação do vírus foi determinado pelo Prefeito em 17/04, mas precisamos ir além. 

Sou a favor da abertura parcial e gradativa, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Não podemos deixar cidadãos do bem, sejam empresários, empregados ou prestadores de serviço pagarem o "pato" porque alguns não cumprem a lei. 

Defendo uma fiscalização rigorosa. Aqueles que não cumprirem o que for determinado, têm que pagar mesmo. Não vejo problema, por exemplo, de uma loja de móveis receber três clientes por vez, com os devidos cuidados e o distanciamento social durante o atendimento. Precisamos ter muito cuidado com as generalizações. Sou a favor da vida e dos belorizontinos. 

A política do isolamento (lockdown) foi efetiva em poucos países dada a alta velocidade de contágio do Covid19. Apenas a Itália e França conseguiram isolar e preservar grupos não contagiado em mais que 50%, todos os outros países tiveram mais de 80% de contágio das residências antes do lockdown, pelo menos um membro de relacionamento da residência foi contaminado, podendo ser família, amigos, trabalhadores do mercado, farmácia, hospital, entregadores, etc. 

A análise de exames positivos não foi levado em consideração nas projeção de contaminados, dado aos vários tipos de testes utilizados, a variação do total da população examinada em cada país, e a baixa cobertura dos testes proporcional à população total. Vale a pena ressaltar o caso da Islândia, onde 5% da população total do país foi examinada e mais de 50% foi constatada como contaminada, imunizada e assintomática. (cnn.it/coronaislandia)

Assume-se com base na grande epidemia de 1918 (com transmissão comunitária) e nas várias Influenzas, que a curva de óbitos caí, quando mais da metade da população é contaminada.

Portanto, a flexibilização, parcial, gradativa e com regras claras de manutenção de distanciamento e higiene, método e organização é uma medida que se impõe o quanto antes. A pergunta é: quando? Minha resposta: Demorou.

 

 

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