Mais esporte e lazer para Belo Horizonte

Irlan Melo / 15/06/2020 - 10h33

A história do esporte no Brasil é cheia de casos de superação. Em um país onde a desigualdade é uma das mais acentuadas do mundo, o esporte se tornou uma ferramenta de inclusão social.

Quem cresceu, assim como eu, jogando bola nos campinhos de Belo Horizonte sabe. Nada é tão emocionante como fazer um gol chorado no final do segundo tempo, ou defender um pênalti naquela pelada com os amigos. 

Infelizmente, as crianças de hoje não têm tantas opções de campos apropriados para viver essas experiências. Além disso, o futebol amador sofre com a falta de estrutura dos campos de BH para receber os jogos e competições.

Em Belo Horizonte, há 768 equipamentos públicos disponíveis à população para a prática de atividades físicas e esportivas. 
São 155 quadras, que incluem as poliesportivas, de futebol soçaite, de tênis e de peteca, 8 ginásios poliesportivos que incluem instalação esportiva coberta e fechada com alvenaria e 109 campos de futebol. Desses, 60 possuem medidas oficiais, 18 tem dimensões maiores que soçaite e menores que oficiais. O restante tem a classificação de soçaite.

Acredite se quiser, existem muitas empresas interessadas em adotar esses campos abandonados ou locais como quadras e complexos esportivos, para apoiar o esporte amador, mas essa prática era proibida em BH. 

O Projeto 615/2018, de minha autoria, que foi aprovado em segundo turno na última semana, na Câmara de BH, busca salvar os campos de futebol e unidades de esportes, através de parcerias com a iniciativa privada. 

O objetivo desse projeto é possibilitar que o particular, tanto pessoas físicas como jurídicas, possa promover ações sociais visando colaborar com o poder público na melhoria das condições de utilização de sua estrutura física, tanto dos campos de futebol quanto dos equipamentos ou unidades de esportes no município de Belo Horizonte.

É uma alternativa de engajamento social na garantia de um direito constitucional e social, reforçando a efetividade de sua ação na sociedade. 

A contrapartida pelo auxílio prestado se dará por meio da permissão da propaganda institucional, nos termos da legislação vigente, onde poderão ser veiculadas as ações realizadas em benefício da instituição adotada. Também será possível a inclusão no balanço social da empresa, conforme legislação específica. 

Continuamos na luta por uma cidade mais eficiente, pela inclusão através do esporte, pelo seu direito e pela justiça. #AcordaBH

 

 

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