O papel do pai na sociedade

Irlan Melo / 10/08/2020 - 09h36

Diz a lenda que na Babilônia, cerca de 4 mil anos atrás, um jovem chamado Elmesu esculpiu em argila uma mensagem para seu pai, desejando-lhe votos de saúde e felicidade.

Mais recentemente, em 1909, o dia dos pais surgiu nos Estados Unidos, idealizado por Sonora Louise Smart (1882-1978). Sua ideia era fazer uma homenagem ao pai, William Jackson Smart (1842-1919), guerreiro e veterano na guerra civil, que criou seis filhos depois de a esposa morrer no parto.

Em solo brasileiro, as primeiras comemorações do Dia dos Pais datam do início da década de 50. De lá para cá, como outras datas comemorativas, o Dia dos Pais tem perdido o sentido, dando lugar apenas ao fator comercial, mas não podemos deixar a essência desse dia morrer.
É clichê falar que o dia das mães, dos pais, entre outros, é todo dia, mas como é bom ter uma data especial em que podemos (ou deveríamos) dedicar um tempo maior e presentear nossos pais. 

Percebemos que há no mundo uma tentativa de desconstrução do papel e da identidade paterna e infelizmente muitos pais contribuem com isso. Mais de 80% das crianças têm como primeiro responsável uma mulher e 5,5 milhões não têm o nome do pai no registro de nascimento. Os dados são de pesquisas publicadas nos últimos anos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e demonstram a força da presença feminina e da ausência paterna na educação dos filhos.

As consequências de uma sociedade sem pai são desastrosas. Não que as mães que chefiam o lar e os filhos, o que acontece na maioria dos lares brasileiros, sejam incapazes de dar educação e cuidar dos seu filhos sozinhas, mas vale ressaltar que cada um tem o seu papel biológico e emocional na criação dos filhos e no desenvolver da sociedade. 

Ainda que com o passar do tempo novas configurações de família surjam, é no modelo patriarcal que vemos a origem das primeiras famílias da terra e é por causa disso que hoje estamos aqui. Devemos desconstruir a imagem que tentam passar que o pai é a figura opressora, autoritária da qual devemos nos livrar. Claro que existem péssimos modelos de pai, assim como existem de mães, de filhos, de profissionais, etc. 

Tenho o privilégio de ser pai de 4 filhos e ter o meu pai sempre presente. Foi o sr. Francisco, de 82 anos, que me ensinou os passos e o caminho da honestidade, da luta e das conquistas com muito esforço e simplicidade. É graças a Deus, a ele e à minha mãe, cada um desempenhando seu importante papel, que hoje tenho a honra de poder servir Belo Horizonte, minha cidade, como cidadão, advogado e vereador. 

Se você ainda tem pai, valorize-o e, tenham todos, um ótimo dia dos pais! #acordabh

 

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