Violência, uma questão que deve ser enfrentada com educação

Irlan Melo / 03/12/2018 - 07h00

Violência é uma palavra, um termo usado para designar uma ação ou atos intencionais com uso de força ou coação, crueldade com nossos semelhantes, transgressão às leis. Não podemos “coisificar” a violência como uma entidade, um ser, com forma e conteúdo singularizados. Violência designa uma ação e não uma nação.

Vez por outra somos sacudidos com acontecimentos de altíssima violência, como o ocorrido com um jogador de futebol recentemente. Mas logo (e cada vez mais rapidamente) voltamos ao nosso estado permanente de letargia e resignação quanto aos rumos de nossas cidades, países e do mundo em geral. Vamos seguindo, governos e cidadãos comuns, incapazes de nos indignar e traçar estratégias que eliminem ou reduzam substancialmente as nossas mazelas cotidianas. 

Nossa reação começa com a revolta, que encontra abrigo ao ser alimentada pela sensação crescente de impotência. A banalização da violência nos deixa anestesiados e, se voltarmos 10,15 anos no tempo, seria difícil supor que as coisas estariam desta maneira. Os limites parecem sempre ser quebrados, com novas e (na maioria das vezes) desagradáveis surpresas. 

Infelizmente não há uma solução mágica e resta a cada um de nós plantar, individualmente, mas com pensamento global, sementes de amizade, cordialidade e respeito ao próximo. Regá-las com boas doses de indignação positiva, que incite iniciativas e mudanças, também é uma boa pedida para tentar florir este jardim por ora um pouco abandonado, mas que sempre ilumina nosso cotidiano quando recebe um pouquinho de atenção.

A educação no Brasil é decrescente há muito tempo, o que resulta em gerações cada vez menos educadas. E a educação que as novas gerações recebem de pais que já vieram de geração defasada em relação à educação tratada com descaso pelos nossos governantes, tem cada vez menos qualidade, declínio esse agravado pelo sistema de ensino cada vez mais precário.

Um povo instruído, um povo mais culto, mais inteligente produzirá mais, terá melhor qualificação e uma vida mais digna, não precisando enveredar para uma vida de crime. Saberá votar melhor e colocar representantes decentes no poder, para que esses nossos representantes cuidem melhor da coisa pública, melhorando a educação, a saúde, a segurança em nosso país. É uma bola de neve no sentido positivo, exatamente no caminho contrário daquela que está rolando atualmente.

A educação é o caminho natural para o país resolver um infinito número de problemas graves que enfrenta há décadas. Uma constatação óbvia que não é novidade para ninguém, muito embora nossos governantes só defendam para valer iniciativas nesse sentido em tempos eleitorais. #AcordaBH



 

 

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