Concursos: Do you speak English?

José Roberto Lima / 09/10/2019 - 06h00

As tecnologias de inteligência artificial estão revolucionando as sociedades, estabelecendo novas relações de poder entre as nações. O principal foco irradiante desta nova realidade está no Vale do Silício, nos EUA. Desse modo, o Inglês, mais do que nunca, tornou-se o idioma universal.

Nas repartições públicas, o atendimento a estrangeiros é cada vez mais comum. Eles podem até vir de países em que não se fala o Inglês. Mas, quase sempre, dominam esse idioma. Então, é chegada a época em que se exigirá proficiência em Inglês nos principais concursos.

Tradicionalmente, e por razões óbvias, é assim no Instituto Rio Branco, que organiza a seleção para a carreira diplomática. Mas a Receita Federal já organizou certames com a mesma exigência. 

A Polícia Federal e outros órgãos que atuam no serviço de migração caminham para a mesma realidade. Idem quanto às repartições públicas em geral. Porque ainda que não atendam nenhum cidadão estrangeiro, os gestores precisam organizar seus cursos e treinamentos com base nos últimos avanços tecnológicos, cuja divulgação pioneira é em Inglês.

É claro que tudo isso é uma via de duas mãos, pois a História nos mostra que uma nação que influencia outras também é influenciada por estas. Mas isso é bom. Vejamos alguns exemplos: quando o Império Romano dominava o mundo, o cristianismo não seria o mesmo se fosse negada a nacionalidade romana ao Apóstolo Paulo. Os Estados Unidos não seriam os mesmos se o Estado da Califórnia não tivesse sido governado pelo eterno Exterminador, Arnold Schwarzenegger, de nacionalidade austríaca.

É comum encontrarmos funcionários públicos nos EUA que vieram de outros países e conquistaram a nacionalidade estadunidense. Mas a influência do Tio Sam sobre o mundo segue a passos largos.

Do mesmo, muito em breve, será comum nos depararmos com um funcionário público falando com sotaque. Quando isso ocorrer, lembre-se de que ele é brasileiro (naturalizado, mas brasileiro). De fato, com exceção de situações específicas, em que se exige a condição de brasileiro nato, muitos cargos podem ser ocupados por cidadãos naturalizados. 

A diferença desses funcionários com sotaque será a proficiência em Inglês, que se transformou realmente na língua universal. Então, esteja preparado. Seja um desses novos funcionários. E não se surpreenda ao atender um gringo, vindo lá da “Gringolândia”, que entrará na sua repartição pública falando assim: Good morning. Do you speak English?

A todos e a todas, I wish good studies.

 

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários