E o 11 de setembro?

José Roberto Lima / 11/09/2019 - 06h00

Todos nós, incluindo os jovens que nasceram no início da década de 90, sabemos o que estávamos fazendo na manhã do dia 11 de setembro de 2001, há exatos 18 anos. Ao ver as imagens na televisão, pensei que alguém havia acionado o velho videocassete para assistir a um filme de catástrofe. O ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, era mesmo inacreditável.

A resposta dos Estados Unidos não tardou. Os terroristas foram identificados e enfrentados no Afeganistão. Porém, o mais importante era evitar novos ataques. 

Para alcançar esse resultado, milhões de dólares foram investidos em novas tecnologias. Mas isso não bastava. Outros milhões de dólares foram investidos no desenvolvimento de novas doutrinas de espionagem e inteligência policial. 

Numa época em que a Guerra Fria perdera o sentido, os efetivos militares e policiais foram convocados para cursos na CIA e no FBI. Vários países foram influenciados por essas novas doutrinas, nas quais os “inimigos” passaram a ser os terroristas.

No Brasil, a nossa Polícia Federal, as Forças Armadas e as forças estaduais adotaram essa nova mentalidade. Passamos, com êxito, em vários batismos de fogo, como os Jogos Pan-americanos de 2007, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Isso demandou investimentos, sobretudo na nomeação e nos cursos para os novos policiais. Noutras palavras, fomos bem-sucedidos, porque realizamos vários concursos nos órgãos de Segurança Pública. Quem tiver dúvida, pesquise os dados públicos das repartições militares ou policiais sobre os concursos e o número das nomeações a partir de 2001.

Isso foi - e continua sendo - uma demanda que está acima de qualquer ideologia política. Portanto, não acredite nessas recentes declarações de que o atual governo não realizará concursos.

A intenção pode ser essa, mesmo, o que é compreensível, considerando a atual crise econômica. 

Mas chegará um momento em que os governantes precisarão repor o quadro de funcionários. E, por tudo acima exposto, eu tenho convicção de que os melhores concursos nos próximos anos serão na área de Segurança Pública.

A todos e todas, desejo bons estudos.
 

 

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