O dia em que o face parou

José Roberto Lima / 13/10/2021 - 06h00

Na recente pane do Facebook, muitas pessoas ficaram desesperadas, como se não fosse possível viver sem essa funcionalidade. Parafraseando Raul Seixas, “resolveram que ninguém ia sair de casa (...) no dia em que o Face parou”.

As modernas tecnologias são, de fato, muito úteis como fonte de informação, como ferramenta incrementadora do comércio, como fonte de estudos. São úteis, enfim, como motor da economia. Mas para quem se entregou aos vícios da internet, a abstinência de algumas horas é um tormento.

Refiro-me ao vício no sentido moral. Mas também me refiro ao vício de quem usa o Facebook até para dialogar com o vizinho da casa ao lado. E o contexto da pandemia, que nos obrigou a incrementar os serviços em home office, deu azo esses “vícios”.

Afinal, havendo o risco de contaminar alguém ou de ser contaminado, é compreensível que se prefira cumprimentar os vizinhos pela internet. Mas convém te fazer duas perguntas para quando vencermos a Covid. São as mesmas a serem feitas, num apelo para que você deixe um pouco de lado o computador: 1) Como estão os seus relacionamentos afetivos? 2) Como estão os seus estudos?

Os dois temas dessas perguntas vivem entrelaçados, numa simbiose sem fim. Porque desde a infância até o último dia de vida, sempre podemos aprender conteúdos novos. E se alguém te espera para além do Facebook e da pandemia, você pode aprender mais e melhor.

Então, esteja preparado. Porque, em breve, chegará o tempo de rever os amigos... visitar os parentes... abraçar, enfim, as pessoas que amamos. E, para que esse retorno à normalidade seja ainda melhor, siga estudando.

Se o Facebook entrar em pane novamente, estude noutros aplicativos. Se todos eles saírem do ar, estude no velho e bom livro. Se todos os seus livros já foram estudados, estude-os novamente (sempre aprendemos coisas novas numa segunda leitura).

Enfim, a internet é muito útil. Mas nem mesmo Raul Seixas profetizaria o fim do mundo “no dia em que o Face parou”. Fazendo a paráfrase ao contrário, “o aluno saiu, sim, para estudar” (nem que seja do quarto para a sala, ele saiu). Porque o professor “sabia que ainda tinha muita coisa para ensinar”.

A todos, com ou sem internet, eu desejo bons estudos.

 

 

 

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