Mulheres em campo

Manoel Hygino / 07/10/2012 - 07h24

 

As brasileiras não param de poetar. Deduzo a partir do grande número de livros que recebo e das informações dos que estão sendo editados por nossas poetas, ou poetisas se quiserem. Para 2013, Diego Mendes Sousa promete “Garras da Felina”, antologia da poeta atualizado, com participação de quarenta autoras vivas e de grande representatividade nas letras brasileiras. Dentre elas, as mineiras Lina Tâmega Peixoto, Adélia Prado, Alice Spíndola e Yeda Prates Bernis, esta de nossa Academia Mineira de Letras.
 
Enquanto surgem novas publicações e novas poetas, divulga-se, a partir de Mariana, a nova forma de poetar: a aldravia. Em 5 de outubro, a Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, em São Paulo, recebe os integrantes da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravistas, para o lançamento de “O livro das Aldravias”. Há de se perguntar: afinal, o que é isso?
 
A indagação é justificável. Segundo os criadores dessa nova forma de expressão, a aldravia é o poema sintético, capaz de inverter ideias correntes de que a poesia se acha num beco sem saída. A nova forma representa a ruptura necessária com convencional, na busca de uma experimentação estética. Os poemas são compostos por seis versos univocabulares, consoante o espírito poundiano de poesia: o máximo de poesia com o mínimo de palavras.
 
Os “inventores” da aldravia são os poetas de Movimento Aldravista Mineiro – Gabriel Bicalho, Andreia Donadon Leal. J.S. Ferreira e J.B Donadon -Leal. Poder-se-ia também questionar: o movimento vai para frente conquistará pessoas, espaços e seguidores? Ou seria apenas um instrumento passageiro, efêmero? 
 
Difícil responder, mas é fácil constatar que ele se expande e o próprio livro que se lança, com composições de 51 poetas, é demonstração, sob inspiração e com entusiasmo de Andreia.
 
Tanto é verdade que, no próprio 5 de outubro, apresentou-se em Salamanca, o livro “Aldrava cinco vocês”, primeira publicação impressa da proposta nascida em Mariana, para escritores e lei leitores da Espanha. 
 
Em 2013, será a vez da aldrava chegar a Portugal. Para José Luiz Foureaux de Souza Júnior, trata-se de uma forma inovadora de poesia herdeira pelo menos, em certo sentido, do Hai Kai e ancorada na proposta poética de Ezra Pound, e que prescinde dos preceitos mais tradicionais do fazer poét
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