O momento presente

Manoel Hygino / 16/09/2020 - 06h00

Aproxima-se a primavera e, logo, ingressaremos no último trimestre de 2020. Um ano inclemente com todas as nações do planeta, especialmente com o Brasil, com muitos milhares de mortos pela Covid-19, e de pacientes infectados, embora a pandemia não esteja vencida.

A Covid feriu extremamente todas as atividades produtivas brasileiras. A economia foi abalada profundamente e avultados recursos públicos, ou não, se aplicaram para conter a expansão da enfermidade, agressiva e veloz.

Enquanto aumentaram significamente os preços de alimentos nos supermercados, cresceu assustadoramente o número de pessoas sem trabalho e, mais do que isso, sem perspectivas de a ele voltar. O contingente de desempregados é assustador, o que faz ampliar a profundidade da insatisfação das ruas. O governo federal, já pensando em manter o Executivo em suas mãos, iniciou a campanha para a sucessão presidencial de 2022, enquanto as bases já se põem a campo visando ao pleito municipal de novembro. 

As copiosas lágrimas do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ao empossar-se, há poucos dias, devem servir para aguçar o interesse pelo futuro da nação, que nos serviu de berço e que nos abriga.

Não se há de meditar apenas nas lágrimas derramadas pelo alto magistrado, cujos ascendentes foram vítimas da crueldade nazista, décadas atrás. Há de se pensar nas lágrimas, que também poderão atingir-nos, se não encontrarmos saídas e soluções para os problemas que nos afligem – não poucos, nem de fácil solução.

A questão não reside somente em abrir o comércio a todas as atividades que lhe são pertinentes, mas possibilitar que sua clientela esteja habilitada, fiduciariamente, a pagar as compras. Os que vivem no litoral não devem simplesmente reclamar e protestar contra medidas determinadas pelas autoridades sanitárias.

Há muito de perigos à frente e as páginas da história presente ainda não estão viradas. Disso carecem de se conscientizar os gestores da nação, agora, muitos deles aparentemente, alheios à realidade e a seus propósitos.

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