A imoralidade da obstrução pela obstrução

Mateus Simões / 14/10/2019 - 06h00

Completaremos hoje 15 sessões da Câmara Municipal de Belo Horizonte em obstrução. Ou seja, nada é votado, em virtude de manobras regimentais dos vereadores da esquerda.

A coisa veio se agravando e chegou a violência nas galerias da Casa, que tiveram de ser esvaziadas pela segurança e pela Guarda Municipal, resultando em feridos, um segurança hospitalizado e manifestantes de esquerda presos. Em vez de reconhecer seu erro, o caminho dos culpados foi dizer que a presidente da Casa, vereadora Nely, teria ordenado que os manifestantes fossem agredidos, quando qualquer pessoa sabe que graças a ela não tivemos resultados mais graves da investida violenta feita pela esquerda.

Lamentavelmente, as provocações chegaram ao Plenário e até eu acabei revidando uma delas e empurrando de volta um vereador. O provocador da confusão saiu gritando que foi agredido e, na estratégia mais infantil possível, quer se transformar em vítima, depois de toda a violência que instigou.

Não estou discutindo o mérito do projeto, que me parece apenas reforçar o óbvio, ao afirmar que os professores não podem se valer da audiência cativa dos seus alunos para promover doutrinação política ou religiosa, nem para interferir na orientação sexual de seus alunos. Parece, a mim, apenas o óbvio, com algumas imprecisões, como a ordem de produção de cartazes reafirmando isso.

Meu incômodo está exatamente no fato de a cidade ter de assistir à paralisação violenta do Legislativo apenas para que a esquerda faça palco.

Fui lembrado de uma verdade, na semana passada: os hipócritas nem Jesus perdoou. Eles, que sabem o que é democracia, que defendem a democracia, deveriam, no mínimo, praticar a democracia. Recorrer a artimanhas para tentar ganhar no grito o que a esquerda não tem voto para conquistar é pura hipocrisia.

Termino com uma verdade que precisa ser absorvida por PT, PCdoB e PSol: eles não representam a maioria dos brasileiros e, apesar de terem algum espaço na política brasileira, não podem querer controlar o país na base do sequestro regimental das obstruções sem fim e sem causa.

 

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