A mudança continua

Mateus Simões / 23/11/2020 - 06h00

Desde que iniciei a minha trajetória política ouço as pessoas dizendo que não tem jeito de mudar o Brasil. Eu sempre insisto que a mudança é possível – apenas não será rápida. Já disse que seriam necessários 50 anos, mais recentemente tenho me surpreendido dizendo que talvez sejam necessários apenas 25. De fato, após as eleições deste ano, acredito que talvez possa ser até mais rápido do que isso.

O Novo, que na última eleição havia elegido apenas um vereador em BH, neste ano elegeu três, com a terceira maior bancada da Câmara. É a certeza de que o trabalho que eu iniciei vai continuar a ser feito e, certamente, de forma alargada em alcance e profundidade.

Não só em BH, mas em todo o país, assistimos a mais gente de fora da “política-profissional” ser eleita. Essa chegada de “gente comum” no ambiente público é que vai garantir o retorno da atividade pública ao seu lugar: o de garantir a solução para os problemas de quem está do lado de fora, e não a proteção do interesse de quem está do lado de dentro. O Novo é parte dessa mudança, mas não é a única porta de entrada para essa nova geração de transformação política, o que significa que, em termos gerais, o movimento é ainda maior e mais forte.

Essa mudança apenas tem sido possível graças a uma atenção efetiva da população ao processo eleitoral, mesmo em tempo de pandemia, em que me surpreendi positivamente com os índices de abstenção, que não foram tão maiores do que os de anos comuns, com uma redução relativa do número de votos brancos e nulos.

Para coroar esse processo de renovação, assistimos a uma perda de espaço ainda mais severa que a de 2016 dos grupos que insistem em achar que o Estado precisa ser maior e mais pesado, com a presença de políticos que percebem e compreendem que precisamos de menos burocracia e mais liberdade para trabalhar e empreender. Melhor: junto com os estatistas também foram destronados antigos coronéis da política, aqui e em várias outras importantes cidades.
A mudança pode ser mais rápida do que eu imaginava. Ela já começou e não vai parar.

 

 

 

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