A novela do Anel Rodoviário

Mateus Simões / 30/09/2019 - 10h53

O anel rodoviário, apesar de estar cercado de casas, indústria e comércio por todos os lados e trechos, é formado por segmentos de rodovias federais, o que não faz nenhum sentido.

Deveria ter sido municipalizado, anos atrás, transformado em uma via expressa urbana, mas para isso precisaria se livrar do fluxo contínuo de caminhões que estão apenas cruzando BH. Esse desvio do tráfego pesado dependeria da construção do anel metropolitano (os chamados Arco Norte e Arco Sul), o que não temos perspectiva de que vá acontecer em um futuro próximo e, com isso, parece que todos os envolvidos estão parados, olhando uns para os outros, ao longo de anos.

Foi essa sensação que me levou a, em conjunto com o deputado federal Lucas Gonzalez, provocar uma audiência pública promovida pela Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados, trazendo para a mesa o Governo Federal, através do DNIT, em conjunto com o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Transportes e do DEER, não deixando de convidar a BHTrans que, afinal, responde pela alimentação da maior parte do trânsito que circula por ali.

O objetivo é trazer as partes de volta para a mesa em busca de soluções como ampliação da infraestrutura dos quatro maiores cruzamentos do Anel, cujo projeto financiado pelo Governo Federal e executado pelo Governo de Minas está praticamente pronto, mas sem previsão de execução; ou o alargamento de viadutos e trincheiras que poderiam resolver os pontos de gargalo; ou mesmo a discussão da malha urbana de alimentação do Anel, como o caótico entorno da Estação São Gabriel. São soluções que custam dinheiro e demandam tempo, mas os problemas não vão se resolver sozinhos apenas porque o poder público continua parado por décadas. 

Tenho boas expectativas de que o resultado do encontro seja positivo e que possamos, com o tempo, voltar a usar o Anel como uma forma de ganhar tempo nos deslocamentos, deixando para trás o tempo em que circular por lá seja prenúncio de congestionamentos, acidentes e tragédias.
Estão todos convidados a participar da audiência, para ouvir as perspectivas e levar suas sugestões aos envolvidos. Será nessa segunda-feira, 30 de setembro, às 19h, na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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