Consciência

Mateus Simões / 10/08/2020 - 09h43

Chegamos, definitivamente, a um novo momento da pandemia em Minas. Com a estabilização do número de novos casos, a interrupção do crescimento da demanda por leitos e a estabilização do número de óbitos por dia. Essa mudança veio confirmando a situação de Minas como o Estado com o menor índice de óbitos no país.

O Estado, até aqui, ampliou em 71,8% o número de leitos de UTI na rede pública de saúde e a ocupação diária dos leitos vem se mantendo abaixo de 70%, índice inferior à ocupação média anterior à pandemia. Além disso, o mineiro também fez a sua parte, integrando máscara, álcool em gel e distanciamento social à sua rotina.

Por outro lado, estudos realizados pela Fundação João Pinheiro projetam uma retração no PIB mineiro em torno de 4,00%, além de queda no ICMS de 5,76% no cenário base e de 7,21% no pessimista – essas perdas de arrecadação podem chegar a R$ 7,1 bilhões. Até maio, o Brasil já somava a perda de 1.144.875 de postos de trabalho, o pior desempenho da história. Dados do Caged em MG apresentaram um saldo negativo de 107.282 de vagas. A renda média do trabalhador diminuiu 40%, sendo que 9,7 milhões de trabalhadores no país ficaram sem renda em maio.

Diante desse cenário, com bons resultados no combate, mas com evidentes desafios na economia, Minas lançou uma consulta pública para revisão do programa Minas Consciente e elaborou uma proposta de revisão que já está em vigor desde a última semana. As alterações mais relevantes foram:

• Protocolo único, para uniformizar, com segurança, os critérios de funcionamento de cada setor da economia;

• Diminuição para três ondas de retomada: a vermelha, para serviços essenciais, a amarela, reunindo as atividades que estavam nas 3 antigas ondas de reabertura (branca, amarela e vermelha) e a verde, para a retomada da normalidade das atividades, ainda que com protocolos de segurança;

• Avaliação de dados por macrorregião e microrregião de saúde (com agrupamentos considerando a capacidade assistencial), permitindo que cada prefeitura decida se quer seguir a situação da sua macrorregião ou de sua microrregião;

Regra diferenciada para municípios de até 30 mil habitantes e com incidência controlada, que poderão sempre seguir para a onda amarela, independentemente da situação de sua macro ou microrregião, segundo decisão do prefeito.

São passos importantes para garantir que enfrentaremos o desafio econômico com a mesma segurança e resultado com que enfrentamos a pandemia!

 

 

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