Minas segue na frente

Mateus Simões / 01/06/2020 - 06h00

No ano de 2020, até aqui, houve redução de 8,53% de mortes em decorrência de doenças respiratórias em Minas Gerais, feita a comparação com o ano passado. É esse o retrato fornecido pelos dados do portal da transparência dos Cartórios de Registro Civil, que agrega informações das serventias de todo o Brasil. Os dados apontam que, de janeiro até o dia 22 de maio, 40.537 óbitos foram registrados no estado. No mesmo período, em 2019, foram 44.318 mortes.

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas, por exemplo, a situação é justamente inversa.

O fato de alguém pinçar um dado que, isoladamente, poderia indicar uma piora do quadro em Minas não pode superar esses dados que são oficiais e objetivos. Mesmo que alguém queira duvidar que o nosso estado investiga todas as mortes de suspeita por COVID-19, o fato definitivo é que morreram menos pessoas em MG como um todo, na comparação com o ano passado, enquanto nos Estados em que a pandemia se alastrou de forma grave o mesmo dado indica o contrário – um aumento das mortes.

Eu poderia especular sobre os reais objetivos de quem escolhe divulgar em tom de lamento dados parciais que não significam absolutamente nada. Prefiro, ao contrário, reforçar que o melhor desempenho de Minas até aqui não significa sucesso até o final da pandemia e, por isso, alertar: continuem em casa o quanto puderem, mantenham o distanciamento, usem máscaras e cuidem de sua higiene.

Somos o segundo estado com menor número de óbitos por milhão de habitantes, um índice dez vezes menor do que o de São Paulo e vinte vezes menos do que o do Rio de Janeiro, para não falar de outros estados que apresentam um quadro ainda mais crítico. 

Mais uma vez, é preciso reforçar os fatos: Minas Gerais conta, hoje, com 70% de ocupação de leitos e uma crescente expansão de oferta para enfrentar o agravamento da crise – só na semana passada foram anunciados mais 216 leitos abertos de UTI. No total já são 2885, sendo que desde o início da pandemia o governo do estado já conseguiu ampliar a capacidade do atendimento intensivo em 30%.
Se o mineiro continuar se cuidando, vamos adiante!

 

 

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