Não acabou

Mateus Simões / 22/06/2020 - 11h57

Na última semana, pratiquei um último ato relativo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que investiga os pagamentos feitos pela Prefeitura de BH à empreiteira Andrade Gutierrez a partir do ano de 1999, por obras realizadas vinte anos antes.

Mesmo já tendo deixado a Câmara desde o dia 20 de março, resolvi apresentar as conclusões que eu já havia alcançado, como relator daquela CPI, nas semanas em que fiquei à frente das investigações - função em que fui substituído pelo meu colega de partido Novo, Vereador Dr. Bernardo Ramos.

O objetivo foi levar os fatos e conclusões ao conhecimento dos outros membros da comissão, para que não fosse perdido nenhum esforço nessa investigação de pagamentos que representam mais de R$ 1 bilhão de desembolso pelo Poder Executivo.

Mesmo sem ter finalizado o trabalho, que segue ainda por algumas semanas, o relatório que apresentei em conjunto com o Dr. Bernardo Ramos aponta a existência de indícios que apontam para a ocorrência de prejuízo ao município num valor essencial mínimo de R$ 80 milhões. 
Esse dano carece ainda de uma séria e aprofundada investigação, que continua em andamento na Câmara Municipal, mas no mínimo o ressarcimento desses R$ 80 milhões precisa ser imediatamente exigido. 

Com isso, espero ter conseguido contribuir para a cidade de Belo Horizonte e espero que a Prefeitura de Belo Horizonte possa fazer o que outros administradores públicos já fizeram em vários outros lugares, como nas cidades de Betim e Cuiabá: buscar publicamente o ressarcimento dos prejuízos causados pela empreiteira Andrade Gutierrez.

Inadmissível que a Prefeitura se mantenha mais tempo sem fazer nada, mesmo diante da prova do prejuízo já causado – que, insisto, pode chegar a bilhões de reais. É esperar que os administradores públicos da capital sejam mais responsáveis no futuro do que foram até aqui.
 

 

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