Quando o sinal vermelho é bom

Mateus Simões / 19/04/2021 - 06h00

 

No último sábado 70% do Estado já estava de volta na onda vermelha. O que é uma boa notícia. Os dados mostraram que após 4 semanas de onda roxa os números de óbitos e, especialmente, de filas de internação, foram vigorosamente contidos, seguindo a tendência da redução dos índices de contágio, em cada região.

 

A tendência, que todos esperamos ver confirmada nesta semana, é de que o restante do Estado possa seguir na mesma direção ao longo dos próximos dias, retomando o caminho do Minas Consciente, numa progressão gradual para as ondas amarela e verde, com a restauração de uma normalidade mínima, ao longo dos próximos meses.

 

A experiência terrível de termos vivido a onda roxa em março e abril demonstrou como o atendimento aos protocolos sanitários é crucial para o controle da pandemia e, com isso, a expectativa é que mais municípios possam aderir ao Minas Consciente, que conta hoje já com mais de 600 municípios voluntariamente aderidos ao programa.

 

Ao lado disso, segue a maior operação de vacinação da história de Minas, com distribuição das doses recebidas do Governo Federal sempre em até 48h, inclusive com a disponibilização do estoque regulador para aqueles municípios com estoques mais baixos de vacina.

 

Os desafios que começaram com a produção de máscaras, depois a expansão de leitos de UTI, a compra de respiradores, o fornecimento de oxigênio e a falta de medicamentos vem sendo, um a um, enfrentados e superados. O desafio final é a lentidão da produção mundial de vacinas, com Brasil e Europa amargando um ritmo sofrido de avanço, mas nessa frente também poderemos começar a avançar mais rapidamente.

 

A onda vermelha é, nesse momento, uma boa notícia, a ser fruída com a cautela da máscara e do distanciamento, sem excessos e sem aglomerações, mas em condições de voltarmos a discutir a retomada das aulas e tantos outros temas que nos assombram após mais de um ano de pandemia.

 

O mundo já mudou, mas ao contrário do trânsito, com o vermelho, voltamos a andar.

 

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