Quaresma

Professor Wendel / 22/02/2021 - 06h00

Para nós, cristãos católicos, o tempo é de reflexão, recolhimento e oração. A Quaresma pode ser definida dessa forma porque é o período de quarenta dias que antecedem a principal celebração da nossa fé: a Páscoa. E para bem celebrarmos a ressurreição de Jesus Cristo somos convidados a repensar a nossa vida, nossas escolhas, comportamentos e nos submetermos às mudanças necessárias para nos aproximarmos do que o Pai espera de nós. 

O período quaresmal inicia-se na quarta-feira de cinzas e o sinal feito com as cinzas bentas na cabeça do cristão durante a celebração é para lembrar que “somos pó e ao pó da terra voltaremos”. (cf. Gn 3, 19). O rito nos faz recordar que somos criaturas limitadas e pecadoras e que precisamos reconhecer essa condição para buscarmos a conversão. Para nos nortear nesses 40 dias de preparação para a Páscoa, a igreja faz algumas recomendações, entre elas estão: oração, jejum e caridade. É necessário rever o nosso relacionamento com Deus por meio da oração; avaliar o nosso autocontrole por meio do jejum e repensar a qualidade de nossas relações com o próximo por meio da caridade. 

Também para nos orientar durante a Quaresma, temos a Campanha da Fraternidade realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A campanha deste ano é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas Cristãs e tem como tema: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, inspirado na carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14. 

Como o tema evidencia, a campanha vem com o objetivo de propor aproximação com outras denominações religiosas e superar as polarizações por meio do diálogo. Considero a proposta da CNBB atual e oportuna para o momento que estamos enfrentando. A pandemia nos trouxe crise, distanciamento, agravou a disseminação de fake news e a intolerância. A Campanha da Fraternidade apresenta justamente reflexões pertinentes a este contexto, ao convidar “cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”. Como propõe a campanha é necessário muito diálogo para estabelecer uma cultura de paz e unidade em meio a diversidade.

Na celebração do Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa na Igreja Católica, é realizada a Coleta da Solidariedade. As doações desta data fazem parte das ações da Campanha da Fraternidade e os valores arrecadados são destinados a obras sociais da Igreja Católica em todo o Brasil.


 

 

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