Libertadores ainda que tardia: O primeiro primeiro lugar

Thiago Pereira / 22/05/2018 - 14h40

Lamento profundamente a oportunidade perdida da instaurar de vez o caos e a crise no rival, na partida de sábado. Joguinho bem do safado, diga-se: além do baixo nível técnico e do coeficiente baixíssimo no que se refere à relevância ou emoção, vimos um time celeste reserva pouco inspirado e que ainda assim conseguiu, com um homem a menos durante todo o segundo tempo, criar dificuldades para o ilusório líder do campeonato brasileiro, o time Big Brother Brasil (por garantir uma eliminação semanal a seus espectadores). 

De qualquer forma, Brasileirão, só depois da Copa. Torço sim para que o plano de Mano Menezes se concretize, e conseguimos, antes da pausa para a Rússia, estar entre os quatro primeiros lugares. Mas se não lograrmos êxito, paciência. Afinal, sabemos que a partir de agosto, o Brasileirão tomará a dimensão mais próxima da realidade. Ou meus dois ou três amigos americanos acreditam que o Coelho permanecerá no topo da tabela?

A culpa para isso é simples: os times realmente grandes do país, neste momento, estão ocupados com o calendário extenuante de diversas competições. Nós mesmos, na semana passada, conseguimos um excelente resultado na Arena da Baixada, transformando o Furacão do primeiro tempo em Marolinha contornável no segundo. Ótima vitória, que nos deixa esperançosos na busca pela sexta taça da Copa do Brasil, certame do qual somos lendários. Não seria nada mal fechar o ano com uma inédita conquista consecutiva.

Mas sabemos mesmo que o que nos interessa é a competição que nos leva a campo hoje. O destino teria que ser muito simpático aos chilenos, e mais generoso ainda aos cariocas, para nos tomar uma vaga assegurada pelo caminhão de gols que fizemos contra Vasco e Universidad de Chile.

Mas o jogo de hoje ganha crédito pela chance que temos de derrotar um adversário de peso, que deve seguir a passos firmes na competição. O Racing não apenas foi o único time que vazou nossa defesa 4 vezes em um único jogo em 2018. Foi nosso adversário mais qualificado até agora, uma equipe sangue no olho, que carrega, além da tradição, um dos melhores jogadores em atividade no continente, o atacante Martínez.

Ganhar do Racing logo mais seria sinal de respeito, de entrar com mais moral ainda para a reta final da Libertadores. Hoje é dia de correr atrás do primeiro lugar no grupo– que pode ser um indício para o primeiro lugar que queremos no fim da competição.

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