Sobre o vitorioso círculo da vida azul celeste

Thiago Pereira / 10/10/2018 - 13h16

E lá vamos nós, novamente.

Antes de qualquer coisa: completamos, na última semana, um ano de coluna. Este espaço estreou em 27 de setembro de 2017, e minhas boas vindas não poderia ser melhor: falava de estar a uma semana de comemorar mais um título de Copa do Brasil. No meio de tantas nuvens cinzas e carregadas, é simplesmente uma benção completar este círculo, novamente, falando do mesmo assunto: da esperança de fazer tudo azul de novo. 

Assumindo o primeiro clichê: nem nos meus sonhos mais bonitos, iria imaginar que, 12 meses depois, o tema deste espaço seria novamente a ansiedade diante de um título desta mesma competição. A chance de ser o maior ganhador da Copa do Brasil em todos os tempos. Se na coluna inicial, falei sobre enfrentar o time mais popular do Brasil, o Flamengo, daqui a poucas horas nosso desafio no Mineirão não será menor: tentar despachar o Corinthians. Um adversário que nunca, nunca entra em desvantagem. Independente dos jogadores em campo. 

É preciso estar atentos e fortes, e não é tempo de temer nada.

Pragmático na mente, místico no coração–especialmente no que se refere ao meu coração celeste–não acredito que estamos falando de coincidências. Estamos diante do destino, e suas repetições, frequentemente dramáticas, mas nem sempre inesperadas.

É preciso estar atentos e fortes, e não é tempo de temer nada. É hora de olhar pra frente, se pensar no progresso, de esquecer os erros do passado. A nossa Libertadores ainda será tardia, pagamos com esforço e recebemos arbitragens duvidosas em troca, mas o presente está aí, esperando para ser conquistado.

E duvidemos dos caminhos fáceis, vamos meditar com as lições do passado, corrigir as rotas, sim, mas sempre de olho no futuro. Pra citar outro texto que teve um belo retorno dos leitores: a vida é desafio, irmãos. As palavras do Mano Brown, citadas neste espaço antes do jogo decisivo e do título improvável do Campeonato Mineiro deste ano, continuam valendo. 

Porque a vida, cês sabem, é loka, tipo Sassá.

Porque a vida, cês sabem, é cabulosa, feito o Cruzeiro. 

Na última semana perdemos uma batalha. Mas outra já está aí, nas nossa frente. Vamos Cruzeiro querido, de tradições, ser campeões. Esquecer do luto e, hoje, pintar de azul a luta!

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