Apadrinhar crianças em BH

Tio Flávio / 24/05/2019 - 06h00

Tio Flávio

Minas Gerais tem 634 crianças vivendo em abrigos, sem pais nem famílias, à espera de adoção. A maior parte, mais de 500 delas, tem entre 10 e 17 anos, justamente a idade menos procurada pelas pessoas que querem adotar uma criança. 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) lançou, no dia 21, o Projeto Apadrinhar, coordenado pela desembargadora Valéria da Silva Rodrigues e tem o apoio da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da agência Vitória CI. 

Como afirma a desembargadora: Toda criança precisa de uma família. O objetivo do Apadrinhar é dar amor e carinho a essas crianças, para que convivam com famílias e tenham esperança no futuro e mais qualidade de vida no presente. O projeto aproxima as crianças que vivem em abrigos de famílias que, a princípio, não têm a intenção da adoção em tempo integral, mas querem dar afeto ou alguma ajuda material a elas. 

A preocupação social é uma de nossas prioridades ao apoiar o Apadrinhar, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

O programa conta com três modalidades de apadrinhamento: O afetivo, o provedor e o prestador de serviços. No afetivo, as madrinhas e os padrinhos visitam periodicamente seu afilhado e passam períodos com ele fora do abrigo, em geral, aos finais de semana ou feriados. Com envolvimento afetivo, a madrinha ou o padrinho oferecem ao afilhado possibilidades de convivência familiar e social saudáveis, com experiências gratificantes. No apadrinhamento provedor, madrinhas e padrinhos oferecem suporte material ou financeiro às crianças e adolescentes, seja com a doação de bens, com financiamento de obras no abrigo ou com o patrocínio de cursos ou reforço escolar.

Já o padrinho prestador de serviço reserva parte de seu tempo para oferecer cursos, clínicas ou oficinas para os jovens, como aulas de idioma, tratamento médico ou dentário e treinamentos esportivos. 

“É importante ressaltar que grande parte dos apadrinhamentos acaba resultando em adoção. Os padrinhos se afeiçoam às crianças e resolvem torná-las parte de suas famílias”, afirma a desembargadora Valéria.

O processo é simples e todo on-line. Informações e inscrições podem ser feitas no endereço www.apadrinharmg.org.

Palestrante, professor e criador do movimento voluntário Tio Flávio Cultural

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários