Carnaval e solidariedade

Tio Flávio / 08/03/2019 - 06h00
A Folia de Momo é para todos, mas nem todos são para as folias de Carnaval. Muitos jovens deixam as capitais e vão para sítios em retiros espirituais, outras tantas pessoas ficam em casa ou aproveitam o feriado para uma viagem para locais onde não se tenha um aglomerado de gente, dentre outras várias opções, que passam, inclusive, por cair na folia com amigos, levar os filhos aos bloquinhos infantis e por aí vai.
 
O legal do Carnaval são, também, as manifestações solidárias demonstradas não só por celebridades, como a Ivete Sangalo, que percebeu que uma ambulante teve o isopor com cervejas quebrado pelo movimento da multidão em Salvador. Ela parou a música e pediu para que a vendedora não chorasse, que a equipe dela ia resolver para ela voltar a trabalhar, o que emocionou  muitos.
 
Teve também um tradicional bloco no Rio de Janeiro, Boi Tolo, que parou a música, se abaixou e os foliões fizeram o mesmo, gritando o nome da mãe de uma criança que havia se perdido até que ambos se reencontrassem. Essa deve ter sido uma cena das mais belas do Carnaval.
 
Em Belo Horizonte, o Bloco Gato Escaldado ajuda na divulgação da Epidermólise Bolhosa, além de apoiar a luta pelo apoio às pessoas que vivem com esta doença e seus familiares. O Bloco Alô Abacaxi abriu espaço para o grupo Mães pela Diversidade entoar um hino de amor aos filhos e filhas LGBT. A música foi feita pela Marina Araújo e o ensaio ficou por conta do Zé Walter Albinati.
 
E o Sindicato Inclusivo do Bloco Chama o Síndico, que teve uma ideia fantástica de possibilitar a ida de “todos que queiram” para as ruas, sendo cadeirantes, cegos, pessoas com baixa mobilidade, com síndrome de Down, dentre  outros. É um olhar diferenciado, pois cada pessoa tem seu ritmo, mas agregador e acessível do carnaval.
 
E o bloco não para por aí, pois o Chama o Síndico teve um projeto aprovado na Lei Municipal para conseguir dar sequência, por todo o ano, a um programa que inclui oficinas e workshops.
 
Outras várias e tantas iniciativas solidárias foram registradas e aconteceram nesse carnaval. Esses são poucos exemplos que conseguimos abordar por aqui. A tendência é que os blocos criem seus braços sociais e o carnaval seja apenas o desaguar de tanta coisa legal que eles produziram (e produzirão) no decorrer dos outros meses.
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