Emprendedorismo social

Tio Flávio / 16/11/2017 - 21h19

Belo Horizonte pode até não saber, mas há muitos empreendedores sociais atuantes, promovendo impactos sociais em diversas áreas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa. São iniciativas pessoais, de movimentos e coletivos e até de empresas. Por isso, vou fazer uma abordagem de negócios sociais antes de trazer definições de expoentes mineiros sobre empreender socialmente.

Segundo a Yunus, destacada organização de atuação mundial, negócios sociais são formados por empresas que têm a única missão de solucionar um problema social, são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos.

Como uma ONG, elas têm uma missão social, mas como um negócio tradicional, geram receitas suficientes para cobrir os seus custos. É uma empresa na qual o investidor recupera seu investimento inicial, mas o lucro gerado é reinvestido na própria empresa para ampliação do impacto social. O sucesso do negócio não é medido pelo total de lucro gerado em um determinado período, mas sim pelo impacto criado para as pessoas ou para o meio ambiente.

Já o empreendedorismo social, que pode ser um negócio social ou não, tem início na observação e reconhecimento de problemas que impactem pessoas e ambientes, mas desenrola na atuação inovadora para a solução ou direcionamento de tais situações.

A empreendedora Guilhermina Miranda Abreu, que milita em diversas áreas e hoje está à frente do Nação, clube de impacto social, usa uma frase, que afirma não ser sua, mas que comunga, para definir empreendedorismo social: “não é sobre dar o peixe nem ensinar a pescar. É sobre revolucionar a indústria da pesca”.
Para Maria Flávia Bastos, palestrante e professora, com doutorado na área, “é um empreender de maneira coletiva, com o propósito de transformar não somente a realidade de uma pessoa, mas de um grupo. É ser feliz com a nossa alegria e não só com a minha satisfação”.

João Souza, do Fa.Vela, aceleradora pioneira com atuação em favelas, nos presenteia com a definição que acredita e persegue: “a gente descobre que o empreendedorismo pode ser social quando se vê no outro motivação para construir pontes para um mundo melhor”.

O resultado de tudo isso pode ser visto na alegria, na educação, na saúde, no resgate da cidadania, no fomento de talentos e no desabrochar de sonhos do nosso povo.

 

 

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