Encarando a longevidade

Tio Flávio / 04/10/2019 - 06h00

O tema longevidade tem conquistado, aos poucos, seu espaço na sociedade. É indiscutível que muito ainda tem que ser feito, seja por governos ou por empresas, terceiro setor e outros segmentos da sociedade.

Aproveitando este momento em que o assunto é cada vez mais abordado e que em 1º de outubro é celebrado o Dia Internacional do Idoso, instituído pelas Nações Unidas, em 1990, Belo Horizonte traz para a sua cena discussões diversas sobre a terceira idade, longevidade, maturidade, entre outras nomenclaturas tão recorrentes atualmente.

Tudo isso se deve ao envelhecimento da população brasileira, que viverá mais e busca por empresas, produtos, condições, serviços, leis, mercado, pessoas que a compreenda e se adaptem, inovando a partir daí.

Em Belo Horizonte, receberemos o Festival Sabiá (amanhã e domingo, na praça Floriano Peixoto) e o Longeviver (eventos diversos, que vão até 24 de novembro, coordenados pelo grupo Meninas de Sinhá). 

Em São Paulo, o Longevidade Expo + Fórum trouxe reflexões em diversas áreas: saúde, economia, finanças, bem-estar, moradia, artes, etc. Especialistas apresentaram um cenário necessitado de atenção, informação, investimentos. Apontaram para o entendimento do idoso, até mesmo para que sejam respeitadas as suas conquistas e o seu tempo. 

No Brasil, é considerada pessoa idosa aquela que tem mais de 60 anos. Eduardo Meyer, um dos palestrantes, disse que não há demérito algum em ser velho. “O que é necessário é aprender a ser velho”. 

Nós, como sociedade, vamos ter que aprender a abrir mão do emprego, mas entender novas demandas de trabalho e nos adequarmos a elas. O futuro tem que ser geracional, e não uma disputa entre gerações, e não se deve parar de estudar e aprender, jamais. As palavras autonomia e independência foram muito lembradas, ressaltadas e diferenciadas. Independência é não depender do outro. Autonomia é, mesmo na dependência do outro, ter o direito e a consciência de fazer suas escolhas.

Laura Cardoso, atriz de 92 anos, disse que o importante é “amar viver”. Zezé Motta, cantora e atriz de 75 anos, que abriu a mostra “Sentidos - a longevidade na arte”, do SESC de São Paulo, com uma intervenção batizada de “Reflexos do Tempo”, em que interpreta textos de diversos poetas, inclusive dos mineiros Carlos Drummond de Andrade e Conceição Evaristo, disse que “envelhecer é um privilégio”. E, sobre o tempo, ela afirmou que é “o senhor do destino, difícil de resumir numa palavra só”.

 

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