Duas potências enfrentam problemas, dilemas e desafios em Minas nas eleições deste ano ao governo do estado.
Primeiro um partido político. Um dos maiores, senão o maior partido brasileiro, que governa o país desde 2003 – excetuando o breve governo Temer e os quatro anos de Bolsonaro, e tem Lula como sua principal liderança e atual presidente da república. Falamos do PT (Partido dos Trabalhadores). Intrigante o partido não ter tido competência e vontade política de ter preparado um nome competitivo para disputar o governo de Minas, segundo colégio eleitoral do país. Indubitavelmente ter o 13 na urna eletrônica ao governo seria da maior importância para ajudar o 13 candidato à Presidência.
É elementar e cristalino reconhecer que quando o partido chegou ao governo do estado com Pimentel foi um fiasco, um período atroz da gestão governamental mineira. Quando saiu, deixou o estado uma verdadeira terra arrasada. Mas daí não se preocupar em formar novas lideranças para futuros embates é uma tremenda desídia, erro político e estratégico brutal.
A decisão para as próximas semanas será definir um nome ao qual o partido apoie e que sirva de palanque adequado à candidatura à reeleição do presidente Lula. Outra estratégia também que pode ser positiva para o projeto de reeleição presidencial é caso Alkmin defina pela candidatura ao Senado por SP, Lula definia por um vice de Minas. Nesse caso, Pacheco seria o nome e amenizaria o desastre da falta de estratégia citada acima.
O outro PT em apuros é o Palácio Tiradentes. Antes o centro de poder mineiro era o PL (Palácio da Liberdade). Com a Cidade Administrativa se deslocou para o vetor norte de BH. Não tem como negar a brutal força da máquina governamental em um processo eleitoral. Inauguração de obras, nomeações, ordens de serviços, visibilidade na mídia, liberação de verbas e um staff com viagens e diárias pagas pelo erário público que de uma forma ou outra estão a serviço de um projeto eleitoral. Isso em qualquer nível governamental e em todos os entes da federação.
O atual vice-governador Mateus Simões assumirá a titularidade do governo no dia 22 de março com a renúncia de Zema, pré-candidato à Presidência. Será candidato à reeleição com o poderoso PT (Palácio Tiradentes) a seu dispor.
Cabe a reflexão final que eleição não é ciência exata e o poder do antigo PL e atual PT não garante de forma automática uma reeleição ou eleição de alguém apoiado pelo então chefe do Executivo. Temos exemplos nesse sentido e razões distintas ajudam a explicar uma derrota, seja por uma gestão medíocre, erro na escolha do sucessor, perfil arrogante do candidato, falta de carisma, desprezo aos adversários, “esperteza” demais.
Não obstante todo dito, não desprezemos as forças do PT (Partido dos Trabalhadores) e do PT (Partido Tiradentes). Até porque o projeto principal da legenda de esquerda é a vitória de Lula em Minas e sua consequente reeleição. Pouco importa o resultado eleitoral para o governo de Minas.
E quanto ao outro PT (Palácio Tiradentes), erra quem o subestima. A conjuntura nacional pode ajudar, forças políticas estaduais do campo da direita podem convergir em seu entorno e eleitores que se definem como de centro podem embarcar na canoa por não enxergarem outra opção mais razoável e interessante!
Aguardemos!