
Desde que assumi o meu primeiro mandato, em 2017, tenho feito a defesa incansável de melhorias para o Anel Rodoviário de Belo Horizonte, uma via essencial para a nossa cidade, mas que infelizmente figura como a mais letal da capital mineira. De acordo com matéria publicada na imprensa, em 2025, foram registrados 4.223 acidentes e 25 óbitos naquele trecho, segundo dados oficiais, o que evidencia a urgência de ações estruturantes e inteligentes para salvar vidas.
Durante todos esses anos de mandato, não medi esforços para colocar esse tema na pauta da Câmara, dialogar com técnicos, moradores, motoristas e autoridades. Uma das primeiras grandes conquistas foi a implantação da primeira área de escape no trecho do Betânia. Uma obra simples apenas à primeira vista, mas com impacto gigantesco. Desde a instalação dessa área de escape, não houve registros de acidentes fatais nesse ponto, dezenas de colisões graves foram evitadas e, sobretudo, vidas que poderiam ter sido interrompidas seguem sendo construídas. Essa é a prova viva de que investimento em segurança viária salva vidas.
Mas a realidade do Anel Rodoviário é complexa e extensa. Após essa conquista, incorporei à minha luta a necessidade da segunda área de escape, situada mais abaixo, e também a reivindicação pelo alargamento do pontilhão do Madre Gertrudes, local que concentra engarrafamentos constantes, se torna cenário de acidentes graves e amontoa sofrimento para quem trafega diariamente pela via.
Recentemente, uma grande notícia foi anunciada: a Prefeitura de Belo Horizonte já garantiu um acordo para a captação de R$ 1 bilhão junto ao banco do Brics, destinados a obras importantes no Anel Rodoviário, incluindo intervenções para aliviar os gargalos viários e ampliar a segurança da circulação. No entanto, essa contratação ainda depende da autorização da Câmara Municipal, que só poderá analisar o projeto a partir de fevereiro, em razão do recesso legislativo.
Esse momento é histórico. Não se trata apenas de números bilionários; trata-se de transformar uma via que colhe vidas em uma infraestrutura que protege pessoas. Trata-se de evitar que mais famílias enfrentem o luto e que mais mães, pais, filhos e filhas parem de chegar em casa.
Como vereador, fiscalizo, converto demandas em projetos e não abro mão de lutar por aquilo que faz diferença real na vida das pessoas. A liberação desse recurso poderá impulsionar obras em viadutos estratégicos, alargamentos, passarelas e outros pontos críticos para o tráfego e a segurança viária de Belo Horizonte.
Portanto, quero dizer com toda convicção: continuarei lutando para que essa autorização seja concedida e que essas obras comecem o quanto antes. A Câmara Municipal tem em mãos a chance de transformar o Anel Rodoviário, nas últimas décadas símbolo de tragédias, em um exemplo de planejamento, segurança e cuidado com a vida humana.
Porque, no que depender de mim, essa luta não para e essa obra acontecerá.