Em 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data simboliza um momento de reflexão sobre a luta e as conquistas das mulheres, principalmente por igualdade e respeito ao longo da história. Desde o começo dos movimentos por igualdade de gênero, no começo do século passado, muita coisa mudou para melhor, mas ainda há muito o que se conquistar com relação aos direitos das mulheres em todo o mundo.
As mulheres têm sido as pessoas mais afetadas pela pandemia. O pior desafio ainda é a agressão e o feminicídio. Isoladas dentro de casa e, na maioria das vezes, tendo de conviver com o agressor, um número crescente de brasileiras está sendo vítima de abuso doméstico na quarentena.
Além desses e de outros grandes desafios, elas ainda precisam de atenção especial com relação à saúde: seja pelo acesso ao pré-natal e a um parto digno, ou com relação ao câncer de mama e outras doenças que atingem o sexo feminino, elas são as que mais sofrem com o descaso do poder público. A trombofilia, por exemplo, atinge muitas famílias que descobrem a doença da pior forma possível: quando perdem seus bebês.
A trombofilia é causada pela deficiência na ação das enzimas responsáveis pela coagulação sanguínea. O quadro pode se desenvolver por hereditariedade ou surgir como condição adquirida. Pode aparecer durante a gravidez, só se sabe quando se perde um filho, no início ou fim da gravidez.
Há prevenção? Não. Mas há como investigar se a mulher tem tendência a desenvolver a trombofilia, antes mesmo de engravidar. Exames específicos de sangue podem detectar alterações que indicam a propensão à doença. Uma vez detectada alguma alteração, a mulher que quer engravidar ou no início da gravidez fará uso de medicamento (anticoagulantes) que impedirá perda fetal.
O problema é que exame e tratamento são caros. A notícia boa é que eu apresentei o Projeto de Lei e ele foi aprovado. Com a Lei “Santiago Lucas”, toda mulher atendida na rede pública municipal de saúde terá direito ao exame genético que detecta trombofilia e ao respectivo tratamento.
Uma outra ação do nosso mandato garante a dignidade e a saúde das mulheres, dessa vez, portadoras de surdez. A falta de tradutores e intérpretes de Libras constitui-se uma barreira nas instituições de saúde em Belo Horizonte. Pensando nisso, protocolei com Duda Salabert um Projeto de Lei para que maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares sejam obrigados a permitir a presença de tradutor e intérprete de Libras caso o paciente assim solicite.
Sou também coautor dos Projetos de Lei 174/2021 e 1914/2020 que dispõem sobre a criação do Programa "Empresa Amiga da Saúde da Mulher" e instituem o Dia Municipal de Combate ao Feminicídio no Município de Belo Horizonte - "Viva Mulher", respectivamente.
Pelo direito das mulheres, pela justiça!