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Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

Chineses voltam ao templo

Publicado em 24/06/2023 às 06:00.

No dia 11, e era um domingo do lado de cá do mundo, a Força Aérea de Taiwan entrou em ação ao detectar dez aviões de guerra chineses cruzando a linha mediana sensível do Estreito da ilha. Do outro lado, Pequim não se convence que Formosa, ou Taiwan, tem independência. O procedimento não é seguido por contingentes expressivos de chineses, que assistiram ao insucesso do crescimento  econômico pós-Covid, como os analistas esperavam.

Dados mostram que as exportações chinesas caíram 7,5% em maio, relativamente ao mês do ano anterior.

A atividade industrial contraiu novamente e o desemprego entre os jovens atingiu níveis recordes. A taxa de desemprego para pessoas entre 16 e 24 anos atingiu um recorde de 20,4% em abril, segundo estatísticas oficiais.

Os jovens chineses estão buscando novamente a intervenção divina em templos budistas e taoístas. Eles rezam por empregos, oportunidades educacionais e riqueza rápida. A tendência levou a um aumento significativo nas visitas aos templos e no turismo religioso.

Templos como o Yonghe, em Pequim, experimentam um aumento de visitantes, especialmente aqueles que procuram sucesso profissional e financeiro.

O aumento das visitas aos templos reflete a pressão enfrentada pelos jovens chineses em relação à educação, emprego, casamento e relacionamentos. O turismo religioso foi impulsionado pelas mídias sociais, pois os jovens gostam de compartilhar suas experiências nas redes sociais.

A visitação aos templos aumentou mais de quatro vezes em relação ao ano anterior, com aproximadamente metade dos visitantes sendo pessoas na faixa dos 20 e 30 anos. Templos famosos, como a montanha Emei e a montanha Jiuhua, registraram aumentos significativos no número de visitantes.

As montanhas famosas Emei e Jiuhua são duas das “quatro montanhas sagradas do budismo” da China.  Abrigam os maiores templos budistas e patrimônios culturais do país.

A montanha Emei, na província de Sichuan, no sudoeste, recebeu 2,48 milhões de visitantes entre janeiro e maio, um aumento de 53% em relação a 2019, antes da pandemia.

Se a China, uma das mais poderosas nações do mundo está assim, imagine-se o que poderá ocorrer com as demais, principalmente na América do Sul e África. Vamos pegar nos terços, rapidamente, e orar.

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