Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

E a Venezuela?

Publicado em 17/01/2026 às 06:00.

Lamentavelmente, a Venezuela, que atravessa presentemente um dos seus mais graves momentos como país e nação, nem sempre foi feliz com seus dirigentes. Quem quiser se dar ao trabalho, basta conferir. A história não admite mentira.

A legislação da nação ao Norte prega equilíbrio entre os candidatos à presidência da República. Até aí, muito bom. Assim, cada um dos concorrentes ao Mira Flores, nome do palácio presidencial, cada candidato pode ocupar no máximo três minutos diários em televisão para a propaganda política. Em tempos idos e vividos, esse era todo o tempo de que dispunha o candidato oposicionista Henrique Capriles Radonski, há alguns anos.

Para o outro lado, a vantagem era muito maior quando governava o presidente Hugo Chávez, antecessor de Nicolás Maduro, e que podia ficar à vontade nas redes. Uma concorrência desleal. Desde o início da última efetiva campanha, em julho de 2012, por exemplo, o ditador já ocupava as telas venezuelanas por 25 horas, em geral, para falar de temas eleitorais e desqualificar o oponente. Todas as pesquisas mostravam Chávez como favorito, mas ele não se contentara. Queria ganhar com pelo menos vinte pontos de vantagem para não ter a vitória contestada nos tribunais.

Depois de Chávez, Maduro assumiu, cuja gestão resultou na medida policialesca de Trump. Com a Casa Branca deixando que a Venezuela assuma realmente seu governo, vamos ver em que resultará tudo isso.  É muito doloroso e humilhante para os irmãos latinos ao Norte que ora acontece. Enfim...

Como latino-americano, lamento profundamente o que ocorre com a rica Venezuela, de que guardo as melhores lembranças, embora curta minha passagem por lá. Os muitos anos transcorridos me marcaram com o sinete da simpatia e querência. Seu povo merece paz e ambiente seguro para que a nação alcance o nível de desenvolvimento que merece e para o qual foi devidamente formado.

Ainda há tempo, muito tempo. Nunca é tarde para se conquistar o bem, o legítimo, o justo pelos quais se bateram gerações passadas. Os irmãos latinos o esperam e confiam.

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