Os humanos se matam como se fossem insetos. É o que se percebe agora que a guerra no Oriente Médio aparentemente se resume ao conflito EUA/ Israel contra o Irã. A faixa de Gaza, palco de atos terríveis pelos incessantes embates, ficou em plano secundário, diante do projeto do presidente norte-americano de preconizar um Conselho de Paz, embora este não apresente resultados positivos.
Morre-se em face dos bombardeios incessantes de Israel, enquanto o Hezbolah faz de conta que tudo acontece como esperado. Mas periódicos de todo o mundo ressaltam que a fome tem peso. Fotos da imprensa, conseguidas a preço de riscos enormes, mostram mães carregando nos braços e, em meio aos escombros, os filhos pequenos, ou percorrendo os corredores abafados de hospitais ou o que deles sobra, seus bebês debilitados ao limite, impedidos mesmo de chorar.
Um jornalista observa que, em Gaza, a guerra passou a ser medida também pela velocidade com que uma infância desaparece. Um relatório publicado pela heróica organização humanitária Médicos Sem Fronteiras relata um cenário de “desnutrição alarmante”.
O documento descreve o colapso da assistência humanitária, a explosão dos casos de fome infantil e a luta diária de famílias palestinas para sobreviver entre bombardeios, deslocamentos forçados e a escassez extrema de alimentos e medicamentos.
Legenda de uma foto mostra: “No pátio de uma escola transformada em abrigo improvisado, um menino observa o que restou após mais uma noite de bombardeios em Gaza. O lugar onde antes havia salas de aula, brincadeiras e rotina escolar tornou-se cenário de destruição, luto e deslocamento para famílias que já não conseguem distinguir abrigo de alvo”.
O fim desta tragédia incessante não se pode prever. A luta pelo poder central internacional e as perspectivas para aquelas regiões são mais que sombrias. São de extermínio. Só o correr do tempo resolveria esta questão dos Centros Modernos.