O segredo para manter a rotina de treinos

Publicado em 28/08/2025 às 06:00.

Pedro Barros*


Setenta por cento das pessoas que começam a treinar abandonam logo no início. Os dados da USP dizem muito sobre a nossa sociedade e como manter o hábito de treinar pode ser desafiador. Mas a verdade é que com acompanhamento a história é outra, impactando diretamente na diferença entre quem persiste e quem desiste.

Antes de tudo, é preciso contextualizar. Algumas atividades físicas não são tão dinâmicas e podem afastar pessoas que ainda não possuem a disciplina de executá-las como parte da rotina ou que simplesmente não gostam. Para essas pessoas, um ajuste de modalidade, buscando aulas ou esportes, pode ser o ideal.

Também há quem desista pela falta de resultados rápidos ou mesmo por sentir dores e se lesionar logo no início da caminhada por uma vida mais ativa. Aqui, não basta dinamismo. Entender que é preciso existir um acompanhamento profissional é o primeiro passo para romper com essa situação.

Estar amparado por orientações é fundamental para estabelecer uma rotina de exercícios segura e que consiga, de fato, melhorar a vida de quem pratica a modalidade. Parte das desistências acontece porque a pessoa começa no ritmo errado, com movimentos mal executados ou se submetendo a cargas acima do que aguenta. O resultado é previsível: frustração e abandono.

Quando a pessoa conta com ajuda, a evolução acontece de forma segura, respeitando os limites e evitando lesões. Muitas vezes será preciso fazer ajustes e respeitar o que o corpo pede, tanto na intensidade quanto na frequência do treino. Além disso, é mais fácil ajustar metas e manter a motivação quando se tem um profissional ao seu lado.

A falta de motivação também é um importante fator a se considerar. A atividade física não deve ser feita somente quando ela está presente, mas sim por um compromisso diário consigo mesmo. Os benefícios são para a vida: tanto fisicamente, como no auxílio à manutenção de uma boa saúde mental. E isso é ouro nos dias de hoje.

Para quem ainda não pode contar com acompanhamento profissional, três diretrizes são essenciais. Definir uma frequência possível: duas ou três vezes por semana já criam o hábito sem gerar aquela frustração inicial de não conseguir ir todos os dias.

Além disso, é preciso ter atenção máxima à técnica executada, pois a execução correta supera a intensidade e ajuda a prevenir lesões. O mais importante: evoluir no próprio tempo, aumentando o ritmo gradualmente sem se comparar com ninguém.

Exercitar-se se relaciona com a saúde pública e esse hábito é tão importante quanto os outros cuidados que estamos habituados a seguir. A mudança dessa estatística não depende somente de mais lugares para treinar e novas modalidades, mas de entender que exercício é investimento, não gasto, e para quem não pode investir no momento, basta se movimentar, da maneira que conseguir.

* Educador físico, nutricionista e fundador da Academia Strong Blocks

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