Para Lacerda, Umeis e Move são orgulho; Metrô é frustração

Filipe Motta
fmotta@hojeemdia.com.br
22/12/2016 às 09:19.
Atualizado em 15/11/2021 às 22:10

Ao fim de oito anos à frente da capital mineira, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) se orgulha das realizações durante o governo, apesar de deixar o posto com algumas frustrações. “Poderíamos ter avançado mais, mas todo esforço foi feito, e não tivemos nenhuma denúncia de corrupção”.

Em balanço do mandato, ontem, Lacerda destacou três grandes feitos da gestão dele: a ampliação do número de Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) de 40 para 129, a implantação do Move em três dos maiores corredores de trânsito da capital e o avanço das obras do Hospital do Barreiro. A conquista do título de Patrimônio da Humanidade para o complexo da Pampulha também foi destacada pelo prefeito.

Plano diretor
Marcio Lacerda pontuou que um dos avanços ara a cidade, construído durante a gestão dele, é o novo plano diretor, que aguarda votação na Câmara Municipal.

“Foi um projeto que passou por ampla discussão e consegue unir movimentos de esquerda e empresários defendendo a aprovação”, observou.

Na saúde, o prefeito de BH comemorou o crescimento de 593% nas consultas especializadas, que passaram de 205 mil em 2008 para 1,42 milhão em 2015, e a redução de 78% na fila de cirurgias eletivas (de 60 mil pessoas em 2008 para 12,9 mil).


Lacerda colocou como tímidos os avanços na área da habitação devido às ocupações na região do Izidora (também conhecida como Granja Werneck), onde haveria a construção de unidades do “Minha Casa, Minha Vida”.

De acordo com a PBH, foram construídas 13,8 mil moradias entre 2009 e 2016 nos programas “Minha Casa, Minha Vida”, “Vila Viva” e “Orçamento Participativo da Habitação”.

“O programa de moradias não avançou mais. Seria o ‘Minha Casa, Minha Vida’ mais bonito do país, no Granja Werneck”, comentou Lacerda.

O prefeito questionou o número de 8 mil famílias no local, como apontado pelos ocupantes – “Não passam de duas mil famílias”, disse –, e reforçou que parte dos moradores não é natural de Belo Horizonte.

Metrô
“Vieram só os R$ 50 milhões para a elaboração do projeto de expansão do metrô”, destacou Lacerda quanto ao impasse das obras. “A disputa política entre o PSDB e o PT prejudicou muito”, observou o prefeito, lamentando que as obras do metrô tenham avançado, no mesmo período, em outras capitais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Ainda sobre mobilidade, Lacerda informou que o município estuda a possibilidade de reajuste da passagem de ônibus para o próximo ano, decisão que precisa ser apresentada até o próximo dia 27.

“O problema é que o número de passageiros tem caído a cada ano, o que torna o equilíbrio das empresas ruim. Ao mesmo tempo, a demanda cai porque a passagem é cara”, ponderou. “Não existe caixa-preta do transporte coletivo de BH. Isso é uma lenda. Os custos são muito conhecidos”, emendou.

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