O bloqueio das estradas de todo país, que completou oito dias nesta segunda-feira (28), traz prejuízos sem precedentes à comercialização de produtos na Central de Abastecimentos de Minas Gerais (CeasaMinas). "São 15 mil pessoas de braços cruzados, já estamos sem mercadoria nenhuma", alerta o diretor-presidente da Associação Comercial da Ceasa-MG (ACCeasa), Emílio Brandi. 

O entreposto de Contagem, da Região Metropolitana, recebeu hoje apenas 30 caminhões de produtores de regiões próximas à Belo Horizonte com frutas, legumes e verduras. Em dias normais são 1200 caminhões. “Não chega nada e a situação está grave. Recebemos mercadorias de todo país e os caminhões estão todos retidos", explica Brandi.

Segundo Emílio Brandi, o que resta ainda é um pequeno estoque de cereais, mas a situação chega a ser insustentável.  “Estou aqui há 35 anos e nunca presenciei isto. Muitos associados têm contas para pagar, condomínios e aluguel de lojas. E estamos sem ter o que fazer, além de rezar"

A expectativa dos produtores é que o impasse entre o Governo e os caminhoneiros se resolva o mais rápido possível “Está todo mundo reclamando e sabemos que ainda sofreremos por muito tempo os impactos desta paralisação”, finaliza.

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