Games de aviação tiveram seu grande momento nos anos 1990, com a popularização dos computadores domésticos. Eram games muito técnicos, dedicados a um nicho de público formado pelos entusiastas por aeronaves, como “F-16 Combat Pilot” de 1988, assim como a famosa <CW-15>franquia “Flight Simulator” da Microsoft. Mas havia opções mais simples, como “Top Gun” do NES, tal como “After Burner” e “G-Loc” no Mega Drive. Apesar de legais, sucumbiram ao tempo e tornaram-se produções de pé de prateleira, diante dos gêneros de maior demanda. “Ace Combat 7: Skies Unknown” aparece nesse cenário, com a missão de reacender o interesse pelos jogos de aviação.

Com gráficos primorosos, a produção da Bandai Namco coloca o jogador diante de máquinas de guerra lendárias e com grande riqueza de detalhe. Pilotar com a visão do cockpit ou atrás da aeronave permite notar detalhes de funcionamento da instrumentação, assim como a movimentação dos flaps, ailerons, lemes e até mesmo o diâmetro dos pós-queimadores.

O game permite pilotar máquinas como F-4 Phantom, F-15 Eagle, assim como os modernos F-22 e F35 e o mais legal de todos eles, o F-14 Tomcat, astro do longa-metragem “Top Gun”, de 1986. 

História
A história do game se passa num mapa geopolítico bem diferente do que vivemos hoje, dominado pelas nações Osea e Erusea. Esse mundo hipotético tenta se reconstruir após a queda de um asteroide, que acabou gerando uma instabilidade bélica. A protagonista Avril Mead –uma piloto que junto com o avô restaurou um F-104 Starfighter. No voo de teste, ela foi abatida e capturada pela nação vizinha. A historinha serve de pano de fundo para as mais diversas batalhas que se apresentarão durante a campanha. 

Colocar tudo num cenário imaginário evita polêmicas geopolíticas no mundo real. Uma estratégia muito parecida com a adotada no enredo de “Strike Commander”, clássico de 1993 em que o jogador era um piloto mercenário a bordo de um F-16.

Jogabilidade
Com versões para PC, PS4 e Xbox One, “Ace Combat 7” permite que o jogador opte por um modo de pilotagem arcade, com jogabilidade mais simples, ou por um modelo de física mais próxima de um simulador. No entanto, ele é um game arcade por essência. Isso porque o jogador conta tem um arsenal com dezenas de mísseis e um volume de cartuchos para os canhões que seriam impossíveis na realidade, mas que se fazem necessário para dar dinamismo ao jogo.

Dogfight
O último episódio da série, “Ace Combat 6”, foi publicado em 2007 para Xbox 360 e oferecia modo on-line. Nesse episódio, as partidas em rede criam verdadeiros cenários de guerra vistos do céu. 

Assim, é possível combater esquadrões, com direito a sequências de dogfight (que é o combate corpo-a-corpo entre duas aeronaves), que te farão certamente sentir o na pele de um pelicano, à bordo de um P-47 Thunderbolt, mas com o conforto de poder recomeçar a partida.

Senta a pua!