Quem não tem cão, caça com gato. A máxima da sabedoria popular pode ser empregada facilmente em qualquer situação, inclusive, na indústria de games. Sem previsão de lançamento de 'Diablo IV', a Blizzard resolveu trazer de volta ao mercado 'Diablo II', numa edição remasterizada.

Lançado em 2000, o game é um dos Action RPGs mais legais já produzidos. Sucessor do título de 1997, em que o jogador se enfronha numa catacumba sob uma igreja até chegar literalmente ao inferno, 'Diablo II' expande a aventura para um mapa gigantesco em que o objetivo é liquidar o 'Coisa Ruim' e seus colegas de maldade.

O game colocou a Blizzard num pedestal de que ela jamais desceu. O estúdio de 'Warcraft', 'Starcraft' e 'Blackthorne' vivia seu apogeu. E 'Diablo II' era sua Gioconda, jogo listado como um dos melhores de todos os tempos. Agora o game retorna remasterizado e batizado de 'Diablo II: Resurrected', que estreou nesta quinta-feira (23), com versões para PC, PS5, PS4, Xbox Series X/S, Xbox One e Nintendo Switch.

Há 21 anos, era impensável um Action RPG de visão isométrica num console. Isso porque tratava-se de um game que exigia a combinação de teclado e mouse para ser controlado. Mas com os comandos analógicos dos joysticks atuais, foi possível ajustar a jogabilidade para além dos computadores. Em vez de apontar e clicar, basta direcionar com as alavancas R3 e L3.

A história do game é a mesma, assim como opções de personagens e objetivos. Na trama, Diablo busca vingança após ser derrotado por um humano. Ele convoca seus confrades Baal e Mephisto para espalhar as trevas sobre o mundo. Para levar os capetas de volta às profundezas do inferno, o jogador tem sete classes de personagens à disposição: amazona, assassino, bárbaro, druida, feiticeira, necromante e paladino. Segundo a Blizzard, cada um tem cerca de 30 habilidades.

Gameplay

Em 'Diablo II' o jogador precisa desbravar os cenários, conversar com demais personagens (para obter dicas e habilitar missões) e, claro, lutar contra criaturas. O game é complexo e exige exploração para encontrar novos armamentos, magias e armaduras. Também é preciso recolher ouro para aquisição de melhorias.

Cada inimigo abatido garante pontos de experiência. A evolução é fundamental para se conseguir mais pontos de vida e magia. No entanto, o game se equilibra adicionando inimigos cada vez mais fortes.

Gráficos

'Diablo II' é um game que tinha gráficos impecáveis há 20 anos. Com cenários, criaturas, personagens extremamente detalhados e efeitos de iluminação que criam um visual realista, apesar da visão distante da cena, hoje não atende ao padrão que nossos olhos se acostumaram a enxergar nos monitores. Assim, a produtora redesenhou boa parte dos cenários e aplicou gráficos em alta definição. O resultado ficou excelente.

Interatividade

Assim como foi feito com 'Diablo III' (2012), o game permitirá compartilhar itens com outros jogadores e também adicionar temporadas e rankings de desempenho. Uma função interessante, mas que não é barata, é o acesso multiplataforma. Com uma conta Battle.Net (serviço on-line da Blizzard) ativada, o jogador poderá acessar suas campanhas e personagens de diferentes dispositivos. 

Ou seja, é possível jogar no PS5 e acessar o conteúdo no PC ou Switch. No entanto, é preciso ter uma cópia do game para cada plataforma. O problema é que a versão mais barata de 'Diablo II: Resurrection' custa R$ 200 e, a mais cara, R$ 280.

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