Como quero me sentir? Como desejo ser percebido? O que quero transmitir para o outro? Essas três perguntas permeiam um dos trabalhos sobre os quais mais se fala nos últimos anos: a consultoria de imagem. O motivo? O serviço é sempre procurado por quem busca aprimorar a própria imagem, estando vinculado a um objetivo.

Nas redes sociais, em especial no Instagram, conceitos de cartela de cores e testes de coloração pessoal, truques de styling para diminuir ou aumentar proporções corporais já estão bem difundidos e há perfis interessantes para se seguir como os das consultoras Aline Viana, que é de BH; Erika Paiva, Lorrayne Maia (StyleMe) e Ana Amélia Racy.

No entanto, sendo 80% da nossa comunicação visual realizados por meio do rosto, essa parte do corpo é, muitas vezes, colocada de lado na hora de um upgrade na aparência. E foi isso que sempre incomodou a consultora de imagem e fisioterapeuta mineira Cris Alves, criadora da técnica de análise facial Facetelling.

“A imagem pessoal é um pilar muito importante da nossa vida. Só cai no descrédito quando a gente pensa que é futilidade, mas não é. Até quem pensa que é futilidade, chega em um ponto em que se sente travado diante de algum desafio”, destacou a especialista em bate-papo no Hoje em Dia AO VIVO realizado no Instagram @jornalhojeemdia.

 

 

Além da beleza

A atratividade, a competência e a confiança estão muito ligadas às nossas características faciais, revela Cris Alves, que buscou na multidisciplinaridade os pilares para a construção do método. Para ela, é preciso se libertar dos padrões estéticos e entender que “o traço, por mais que fuja da proporção, tem seu aspecto verdadeiro sobre a essência de cada um e é uma característica genuína nossa, do nosso comportamento”.

Durante a jornada de conhecimento que a trouxe ao Facetelling, a especialista observou que nenhum cliente chegava à consultoria sem saber quem ele era, e, claro, de posse daquilo que causava incômodo. “Ao invés de tentar mudar o que não gosta, coloque o holofote no outro ponto, naquele de que você gosta. Retirar o olhar do ponto crítico é a premissa do Facetelling”, explicou Cris aos espectadores.

Esses ruídos de comunicação, como nomeou a consultora de imagem, são aquelas características tão fortes que vêm em primeiro plano ofuscando as outras. Um exemplo sobre o qual ela discorreu foi a famosa “cara de brava”. “Quer dizer que ela não é brava? Ela tem seus momentos mais rudes, que extravasa... Mas quer dizer que essa pessoa só é brava? Não! Então é aí que mora o ruído”, observou.

Mulher idosa, cabelo branco, brava, séria

Rugas entre as sobrancelhas reforçam a característica de brava conferida a certas pessoas

Algumas das características faciais que podem conferir à pessoa essa “denominação” são sobrancelhas grossas, retas e serradas; olhos muito fundos e serrados; cabelos muito escuros, que reforçam as demais características; rugas entre olhos, dentre outras. “Mas a gente não pode eliminar esse ruído porque ele faz parte da pessoa, então precisamos, na consultoria de imagem, trabalhar os outros atributos da pessoa – que são genuínos dela –, colocando o holofote neles, para que eles venham para frente, se equiparando com o ruído de imagem”, diz Cris Alves.

Em contraponto à braveza, ela falou, ainda, sobre o ar de criança, infantil. As características apontadas são: estatura baixa, escala óssea estreita (mignons), traços faciais estreitos, olhos pequenos, cabelos e olhos claros e o tom de voz agudo.

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