Criado há 40 anos, Donkey Kong mudou o destino da Nintendo

Marcelo Jabulas
@mjabulas
12/04/2021 às 07:41.
Atualizado em 05/12/2021 às 04:39
 (Nintendo/Divulgação)

(Nintendo/Divulgação)

A indústria de videogames eclodiu nos anos 1970 e desde então, estúdios e fabricantes de consoles perceberam que além de bons jogos, era preciso personagens fortes. Na Nintendo, Super Mario é sem sombra de dúvidas o soberano absoluto. Talvez o personagem mais famoso de toda indústria, ao lado do genial Pac Man (que foi inspirado numa pizza faltando uma fatia). 

Mas o grande cicerone da Nintendo, não foi o baixinho bigodudo. Quem transformou a centenária fabricante de baralhos à glória no mundo dos games foi o gorila Donkey Kong. O personagem protagonizou o primeiro videogame da marca japonesa. Ele dividia as atenções com dois personagens, uma donzela (Pauline) e um baixinho marrento, que era conhecido como Jumpman.

Posteriormente Jumpman se tornaria o Mario que conhecemos. Seu nome, reza a lenda, é uma homenagem ao antigo senhorio do escritório da Nintendo of America, que origem italiana. Já Pauline se tornaria a Princesa Peach.

Mas fato é que Donkey Kong abriu caminhos para a Big N, que naquela época disputava o mercado de fliperamas com empresas como Namco, Taito e Atari. A máquina "Donkey Kong" se tornou uma febre.

Todas casas de pinball passaram a receber aquele jogo em que o objetivo era chegar no alto de uma plataforma para resgatar a mocinha raptada pelo gorila. A história é uma adaptação literal de "King Kong". 

A Universal Studios inclusive processou a Nintendo por apropriação de direitos intelectuais. No entanto, não deu em nada, pois a obra cinematográfica já tinha se tornado domínio público.

"Donkey Kong" ganhou edições para diferentes plataformas, inclusive o Atari 2600 e também no Game & Watch - videogame portátil da Nintendo, com duas telas e que utilizava a mesma tecnologia das calculadoras, com movimentação definida pelas marcações na tela do aparelho. 

Nos arcades, a Nintendo buscou novas maneiras de explorar o game, sempre utilizando a tela fixa. Em "Donkey Kong Jr.", o jogador assume o comando do filhote de gorila. Sua missão é resgatar o pai, que foi enjaulado. Para isso é preciso pendurar em cipós, se esquivar de bichos até chegar no gorilão.

A franquia ainda teve mais dois games, "Donkey Kong 3", para arcade e NES, assim como "Donkey Kong" para Game Boy.

Donkey Kong Country

Mas o grande retorno do personagem foi em "Donkey Kong Country", desenvolvido pela Rare para Super Nintendo. O game trazia gráficos espetaculares, com texturas tridimensionais, assim como uma movimentação sofisticada e uma paleta de cores que extraia tudo que o Super NES poderia oferecer.

No game, Kong e Junior descobrem que sua reserva de bananas foi roubada. As frutas estão espalhadas pela ilha que eles vivem. Agora, pai e filho precisam recuperar seu "ouro" rico em potássio. 

A jogabilidade de "DKC" não difere em nada dos demais jogos de plataforma que imperavam na época. O jogador precisa atravessar as fases eliminando adversários e coletando bananas. 

Como em "Super Mario" ou "Sonic", a cada 100 frutas coletadas o jogador ganha uma vida extra. No caso do bigodudo e do porco-espinho eram moedas e argolas. 

Ganhar vidas não é problema. O problema é que como todo jogo plataforma, o nível de dificuldade é cruel. Qualquer vacilo é uma vida a menos. No entanto, o grande barato é que o game permite jogar de forma cooperativa, que acaba servindo como uma segunda chance, caso o jogador seja atingido por um inimigo. 

"DKC" deu tanto certo que a Rare produziu outros dois games na sequência para SNES, assim como "Donkey Kong 64" para o N64. A Nintendo também publicou três títulos inspirados nos personagens para Game Boy.

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