Games do estilo Hack & Slash (games de pancadaria) tiveram o auge na década de 2000. Mas perderam apelo para produções do tipo Action RPG que ofereciam uma experiência mais rica que apenas distribuir porrada em inimigos que apareciam em sequência. Algumas franquias até buscaram incorporar elementos de exploração e jogabilidade não-linear, como “God of War”, mas para o pessoal da Capcom, Hack & Slash tem que ser do jeito tradicional. Da forma que ela criou em 2001.

“Devil May Cry 5” acaba de chegar ao mercado prometendo o mesmo nível de intensidade de 18 anos atrás. A série conta as desventuras de Dante, um caçador de demônios que precisa manter essas criaturas do Mundo Inferior longe da superfície. Com o decorrer da franquia, o herói ganhou novos companheiros, como Nero, um caçador que tem habilidades e poderes dos habitantes do inferno. 

Nessa nova aventura, o demônio soberano do Mundo Inferior quer retornar à superfície. Para isso, ele decepou o braço demoníaco de Nero. O membro serviu de chave para uma invasão. Dante foi até o mundo inferior para tratar o problema, e Nero, aleijado, também desceu para acertar as contas com o “Coisa Ruim”. Basicamente esse é o desfecho da história.

No entanto, a trama acontece num período anterior, antes de Nero ir para o Mundo Interior. Para quem é novato na série, vale a pena assistir ao vídeo, incluso no jogo, que dá um resumo da história. Mas quem não se atém a enredo pode ir para o pagode sem pensar duas vezes.

Visual
“Devil May Cry 5” é um game muito bem produzido, com qualidade gráfica impecável e uma estética steam punk, com elementos góticos, bem sombrios. Um ponto positivo são as animações, repletas de cenas acrobáticas, frases de efeito e também pela acidez de Nico, a ajudante de Nero, que dirige o escritório móvel da Devil May Cry, que na verdade é uma espécie de empresa de caça a demônios, como os Ghostbusters, mas com métodos menos refinados.

Jogabilidade
“DMC5”é um Hack & Slash clássico. Ou seja, um game de pancadaria incessante e chefes de fase gigantescos. Não faltam “combos” de golpes, que dão ao jogador pontos de performance que são somados no placar do game. 

Como em todos os games do gênero, o jogador coleta gemas que podem ser trocadas por novas habilidades, poderes e melhorias das armas. Nico tem uma lojinha de tralhas, que pode ser acessada ao final de cada missão, ou contactada por telefones públicos. 

As armas
Nero conta basicamente com três armas, um revólver, uma espada (com manetes de motocicleta) e o Devil Breaker, que nada mais é do que um conjunto de próteses descartáveis para o braço amputado. No game, há vários tipos desses membros robóticos, que permitem diferentes tipos de ataques.

“Devil May Cry 5” custa R$ 250 e tem versões para PC, PS4 e Xbox One.

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