Neil Druckmann, o homem forte da produtora Naughty Dog, declarou durante conversa no podcast Script Apart que já escreveu a história preliminar de “The Last of Us - Part 3”. Sem dar muitos detalhes, o diretor contou que rascunhou, junto com a roteirista do game, o que pode ser a espinha dorsal da próxima aventura.

 

“Não sei o quanto quero revelar. Halley Gross, co-roteirista e eu escrevemos um esboço para uma história, que não estamos fazendo, mas espero que um dia veja a luz do dia, que explora um pouco do que acontece depois do segundo jogo. Veremos”, comentou Druckmann.

A declaração do executivo do estúdio não é algo que gera surpresa. Assim como aconteceu com o primeiro game (de 2013). No segundo, que só chegou no ano passado, o game se fecha sem uma conclusão.

Sem querer dar spoiler (mesmo depois de quase um ano), os personagens chave seguem vivos. Isso sem contar que muito do que foi mostrado deixou pontas soltas, que os roteiristas poderão preencher numa próxima aventura. 

“Temos dois jogos que criam um universo e contam histórias muito pessoais para esses personagens. Com um jogo não se tem um padrão, mas, com dois jogos, agora começa a aparecer um padrão. Há temas estruturais e temáticos que precisaremos seguir se fizermos um terceiro jogo”.

Podemos apostar no óbvio, como uma nova jornada de Ellie em busca de Dina e seu filho, como o desfecho do game sugere. Ao mesmo tempo, a franquia pode explorar o que aconteceu com Abby após o evento na Califórnia. Isso se a trama não resolver preencher o intervalo entre os dois episódios e ressuscitar Joel. Afinal, a morte do personagem deixou uma ferida aberta entre os fãs da franquia. 

Ou seja, o que não falta são assuntos para serem abordados. E temas que não precisam respeitar uma ordem cronológica. Nos acontecimentos de cada episódio há buracos que podem ser preenchidos com novas narrativas. Aconteceu isso no primeiro episódio, com a expansão “Left Behind”, que conta sobre a relação de Ellie e Riley, pouco antes de ela conhecer Joel.

“The Last of Us” é uma franquia tão densa, como produções televisivas ou cinematográficas como “The Walking Dead”, “Breaking Bad” ou “Star Wars”. São franquias que se expandiram para produções paralelas, que exploram personagens secundários. 

No mundo criado por Druckmann há um leque gigantesco de personagens que permitem ramificar novas histórias em torno da espinha dorsal constituída por Ellie, Joel e agora Abby. Dá para “chutar” um monte de possibilidades.

No entanto, tudo é ainda muito precoce. O intervalo entre as duas produções foi de nada menos que sete anos. Nos dois casos, cada episódio foi publicado às vésperas da renovação de geração. Isso não significa que o novo “The Last of Us” só vá chegar perto do próximo PlayStation lá para 2027. Mas é fato que se trata de uma produção que leva muito tempo para ser finalizada.

“Jogos assim levam muito tempo para serem feitos. Você precisa ter certeza de que está animado com a ideia que teve”, comentou Druckmann. 

Pelo visto, o chefão da Naughty Dog está animado. Mas entre o rascunho e o jogo pronto há um seriado no caminho. Atualmente, Druckmann está comprometido em escrever o roteiro da série, que será feita pelo canal HBO.