O Japão é especialista em criar longas sagas em quadrinhos e animações. “Patrulha Estrelar” e “Pokémon” são algumas delas, assim como “Dragon Ball”, em que a série “Z” é considerada a melhor de todas. Se o amigo nasceu a partir dos anos 1980, certamente sabe o que “Dragon Ball Z” significa. A animação produzida entre 1989 e 1996 conquistou o mundo. No Brasil, embalava o conteúdo matinal infantil até meados dos anos 2000.

A história se passa em torno de Goku, um guerreiro com poderes sobrenaturais que se aventura numa jornada em busca das sete Esferas do Dragão. Segundo o game, quem conseguisse obter todas elas teria todos os desejos realizados. Lembrou-se das Joias do Infinito? Pois é, a ideia é um pouco parecida mesmo.

O rico universo de “Dragon Ball Z” foi retratado em dezenas de games. São mais de 70 títulos publicados desde os anos 1980 para as mais diversas plataformas. E “Dragon Ball Z: Kakarot” acaba de chegar como uma experiência que promete fazer um “mexidão” dos 325 episódios da série. 

O game
Para entender o game é preciso situar o jogador. Como o nome sugere, o game coloca o jogador na pele Goku, uma vez que Kakarot – ou Kakaroto, o nome verdadeiro do personagem –, foi enviado à Terra quando criança para dizimar a vida, mas acabou sofrendo um acidente perdeu a memória. No game, Goku já está crescido e com família constituída. 

O jogo rememora diversos momentos do seriado, assim como coloca o jogador diante de todos os personagens da trama, como Gohan, Piccolo, Vegeta, Majin Boo e muitos outros. 

Como se trata de um RPG, o game tem um imenso mapa. Nele o jogador tem uma infinidade de tarefas. Pescar, cozinhar, colher frutas são algumas das atividades com as quais um guerreiro Sayajin pai de família deve se ocupar.

Ao mesmo tempo, o jogador é imerso em incontáveis diálogos e animações que seguem o padrão estético dos animes. As conversas muitas vezes têm um tom dramático que enriquece a fantasia da história. Basta lembrar que, nos desenhos, boa parte do tempo de cada episódio era composto por diálogos com animações em close, quase congeladas. 

Essa imersão era algo que os fãs da série buscavam em um game. Afinal, como “Dragon Ball Z” é focado nos combates de seus personagens, a grande maioria dos jogos sempre foi de luta. 

Por outro lado, o game também inclui combates. Eles têm uma mecânica dos jogos de luta convencionais. No entanto, são inúmeros comandos e combinações para aplicar golpes, bloqueios e poderes como o famoso Kamehameha, que é o ataque de energia dos Sayajin.

Gráficos
“Dragon Ball Z: Kakarot” tem atraído opiniões diversas sobre seus gráficos. Há quem reclame do estilo anime e gostaria de ter visto algo mais moderno. No entanto, o game busca oferecer para o jogador uma experiência que o transporte para dentro da série. Assim, os gráficos cartunescos contribuem para a proposta da produção.

Não caberiam efeitos de iluminação Ray Tracing (que simula a projeção da luz nos objetos, de acordo com o olhar do personagem) num jogo que é inspirado num desenho animado do final dos anos 1980.

Com versões para PC, PS4 e Xbox One, “Dragon Ball Z: Kakarot” é um reencontro dos antigos fãs com a saga. Para os novatos, uma forma de iniciar na série.