Com o mercado de TI aquecido, principalmente nesses dias de pandemia, em que todo negócio se viu obrigado a migrar para a internet ou oferecer soluções digitais e mobile, encontrar um desenvolver não é fácil. E quando se acha, nem sempre é a pessoa certa para a tarefa. Mas a Vulpi, empresa de Belo Horizonte, afirma ter encontrado a solução para o que pode atrasar projetos e gerar prejuízos. 

A empresa desenvolveu uma plataforma de recrutamento remoto, que tem como cereja do bolo um algoritmo capaz de rastrear a experiência do profissional e garantir maior eficácia na contratação e não apenas confiar nos campos de cadastros. “Com esse processo de triagem por algoritmo, a gente aumentou muito nossa assertividade. Mas não operamos apenas com a máquina. Ainda fazemos ‘double check’ para avaliar também o comportamento do profissional, para saber qual tipo de liderança e melhor empresa”, explica um dos sócios da empresa, Thiago Dantas.

Perfil

Em tese, o software faz uma varredura nas redes sociais para conhecer em quais projetos o profissional atuou. Questionado se o programa poderia desprezar aquele talento que tem atividades mais reservadas nas redes, Dantas afirma que o perfil do profissional de TI mudou nos últimos. 

“Aquele cara com fone de ouvido no fundo da sala mudou. Ele sabe que é preciso mostrar seus trabalhos. Além disso, a plataforma foi projetada com foco no profissional de TI. Éramos uma empresa de softwares e criamos a plataforma de acordo com a lógica do profissional. Assim, o que fazemos é indicar o profissional adequado para as necessidades da empresa. Nosso trabalho é não errar no processo, pois uma cadeira vazia custa caro para nosso cliente”, explica o empresário que não se constrange em ter 94% de aprovação de seus indicados.

Gringos

Com mais de 50 mil profissionais ativos em sua plataforma, a Vulpi tem conectado profissionais brasileiros com empresas estrangeiras, principalmente os Estados Unidos. “Hoje não há mais barreira geográfica. O profissional trabalha de casa e só precisa de internet e equipamento. Temos a vantagem de proximidade com EUA e Canada, fuso, vantagem cambial. O brasileiro tem uma rotina mais parecida com o do americano, que o indiano”, aponta.

E, segundo o empresário, a empresa caiu no gosto do Tio Sam. Dantas conta que já recrutou profissionais brasileiros para grandes empresas, como Disney, o Exército e até o governo americano. “Eles são focados em resultado e economia, pois um salário de US$ 5 mil (R$ 26.660) permite contratar um desenvolvedor sênior no Brasil, enquanto por lá se paga apenas um profissional nível pleno. Recentemente economizamos US$ 1 milhão para um cliente”, conta Dantas, que tem como fonte de lucro, o percentual o valor do contrato, pago uma única vez pelo contratante e também no serviço de consultoria.

Pelo visto, ficou mais difícil dizer que foi estagiário do Bill Gates. Poderiam expandir a tecnologia, inclusive, para a contratação de ministros. Vai que aparece mais um “doutor” na Esplanada.