Conhecidas pelas propriedades medicinais extraídas dos princípios ativos presentes em cada espécie, as plantas também podem ser antídotos para desequilíbrios emocionais, espirituais e para doenças físicas com base na energia que emanam. Ferramenta criada no Brasil, reconhecida pelo Ministério da Saúde, a fitoenergética propõe a harmonização sistêmica do corpo a partir de pequenas amostras de vegetais, que podem ser usados de pelo menos dez formas.

Criador do método, o paulista Bruno Gimenes explica que diferentemente da fitoterapia, por exemplo, respaldada pela quantidade usada em cada fórmula, a fitoenergética independe das porções vegetais presentes nos compostos. “Pode ser usada uma colher de chá das ervas, por exemplo”, afirma.

Indicada para diferentes tipos de desequilíbrios, sejam eles somente emocionais ou já manifestados no corpo físico, a ferramenta deve ser, no entanto, individualizada conforme os efeitos esperados dela e os compostos manipulados de acordo com a atuação de cada tipo de vegetal (saiba mais no infográfico no fim da matéria) nas questões a serem tratadas.

“Diferentes pessoas podem usufruir dos mesmos benefícios, principalmente quando são plantas voltadas para harmonização mental e de ambientes. Mas cada caso precisa de plantas e técnicas diferentes. Não daríamos uma ‘injeção de ânimo’ em alguém com insônia”, ressalta o escritor, professor e palestrante, que desenvolveu a terapia em 2002. 

Três corpos 

Terapeuta holística há dez anos, com atuação em fitoenergética há três, Estefânia Mahin, de Belo Horizonte, ressalta os benefícios da ferramenta, que pode ser, inclusive, auto-aplicada. “Abre caminhos, ajuda a resolver conflitos íntimos e trabalha questões que vão além do corpo físico. Também é recomendado que a própria pessoa aprenda a se tratar e faça, sozinha, a manutenção”, explica.

Curada de um estresse pós-traumático, a bibliotecária Sabrina Fonseca, de 41 anos, estendeu os benefícios da energia das plantas ao animal de estimação. Com pouco mais de um mês de tratamento, o cachorro dela, Bingo, que apresentava um problema grave na coluna, voltou a andar e correr. 

“Os medicamentos alopáticos não surtiram tanto efeito. Já a fitoenergética acalmou minha mente e, gradativamente, deixei de ter pensamentos repetidos sobre o assalto. Após duas semanas, já me sentia segura o suficiente para voltar a sair de casa”, conta, relembrando o gatilho do transtorno apresentado.

A corretora de imóveis Maria da Consolação Pereira Monteiro, de 63 anos, também recorreu ao método natural para se ver livre de sintomas físicos e emocionais apresentados após romper um relacionamento. “Agora, gerencio os resultados. Tenho um caderninho de técnicas passadas pela terapeuta e, depois da alta, fico à vontade para utilizar a ferramenta da maneira que preferir”, relata.

Locais com grande circulação de pessoas, como escolas e hospitais, podem se beneficiar do equilíbrio energético promovido por plantas como pitangueira, cavalinha e dente de leão; a aplicação, neste caso, deve ser feita com sprays ou por meio de vaporização

Fitoenergética terapeuta Estefânia Mahin

Tratamento deve considerar desequilíbrios em todos os campos - físico, emocional e espirutual, diz a terapeuta Estefânia Mahin, que atua com fitoenergética há 3 anos e tem uma "farmacinha" em casa

Além disso:

Ao contrário da fitoterapia, que, muitas vezes, utiliza somente um tipo de planta para cada tratamento, a fitoenergética consiste em uma combinação de vegetais voltados para cada harmonização necessária no corpo. Ao todo, existem 118 ervas catalogadas, que podem se desmembrar em um conjunto de 15 por abordagem.

“Os tratamentos são baseados em compostos, uma vez que cada erva possui uma polaridade (negativa e positiva), um grau de energia e uma classificação – condutora, niveladora, pura e física”, explica a terapeuta Estefânia Mahin. Adepta da terapia complementar há três anos, ela associa a ferramenta a outras, tais como reiki, radiestesia e cromoterapia.

Fitoenergética livro

Livro escrito pelo criador do método funciona como guia para quem deseja aplicar a técnica na própria vida ou até profissionalmente

Criador do método, Bruno Gimenes é também co-autor da instituição Luz da Serra – sediada no Rio Grande do Sul –, que promove cursos, palestras e treinamentos sobre fitoenergética. Ele assina o livro “Fitoenergética – A Energia das Plantas no Equilíbrio da Alma”. A obra serve como guia sobre a ferramenta, ensinando princípios e a maneira correta de aplicá-la.

Reconhecida pelo Ministério da Saúde, a fitoenergética integra a lista de práticas integrativas e complementares ofertadas no país pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Bruno Gimenes, existem, atualmente, 32 mil alunos e 305 mil clientes ativos no Brasil.

Na alimentação, hortelã e aipo são indicados contra dores em geral; louro, coentro e endro funcionam como antidepressivos naturais; manjerona, alecrim e orégano ajudam na digestão e gengibre e manjerona promovem paz no lar e nos relacionamentos

Arte fitoenergética

Clique na imagem para ampliar

 

Leia mais:

Além do difusor: óleos essenciais têm poder terapêutico sobre questões físicas e emocionais

Amuletos de cura: cristais restauram energias, melhoram sono, humor e evitam doenças

O poder das orgonites: ferramenta purifica e amplia energia vital de pessoas e ambientes