O mercado de TI tem grande déficit no Brasil, ao mesmo tempo em que o país tem um número gigantesco de desempregados – na casa dos 13,3%, segundo o IBGE. Para se ter uma ideia, o setor, que corresponde a cerca de 8% do PIB, demandará um efetivo de quase meio milhão de profissionais nos próximos quatro anos. Diante desse cenário, o empresário Daniel Soifer Kriger espera “unir a fome com a vontade de comer” com sua escola, a Kenzie Academy Brasil. A sede fica em Curitiba e segue o mesmo formato da matriz em Indianápolis, nos Estados Unidos. 

O curso tem duração de 12 meses e aborda sete linguagens de programação, distribuídas em aulas on-line, de 9h ás 15 horas, mas também há opção presencial. No entanto, 90% dos alunos participam de forma remota. 

O mineiro Ricardo Santis, de Guaxupé, é um dos alunos que foram atraídos pela facilidade de o curso ser remoto.

Para ele, o fato de não precisar sair de sua cidade para se especializar foi fundamental. “Queria algo que eu pudesse fazer de casa, principalmente por uma questão de locomoção, por estar morando longe dos grandes centros urbanos”, aponta.

Investimento

Mas o preço do curso não é barato. São R$ 24 mil, que podem ser parcelados de 12 vezes. No entanto, a empresa oferece um tipo de contrato de financiamento estudantil em que o aluno só começa a pagar após a conclusão do curso. Mas nesse caso, o valor salta para R$ 48 mil, que deverá ser quitado 72 meses. 

Kriger explica que a escola tem cerca de 30 parceiros que precisam de profissionais qualificados, o que tornaria, segundo ele, o modelo de contrato seguro para sua empresa, assim como para os alunos. 

“Temos mais de 30 parceiros de diferentes tamanhos, em que nossos formandos irão passar por seus processos seletivos” garante.

O empresário deixa a modéstia de lado ao afirmar que quer ser referência na formação e “distribuição” de talentos. Para ser admitido no curso é preciso passar por um rigoroso processo seletivo que avalia se o estudante dará conta ou não do recado. 

“Para ser aceito no curso temos um processo de seleção que avalia critérios comportamentais como disciplina e força de vontade, assim como critérios técnicos, em que analisamos raciocínio lógico, assim como a capacidade de finalizar uma tarefa com poucas instruções”, explica o empresário.

É fato: não existe almoço grátis, ainda mais numa mesa em que todo mundo está faminto.