Elas são versáteis, atemporais e queridas. As estampas de animal print, sem dúvidas, fazem parte do guarda-roupa da mulher contemporânea, estando ou não em alta na moda. E, nesta e na próxima temporada, dominam as vitrines e o street style.

“Assim como as listras e os poás, são estampas clássicas. Claro que, em algumas épocas, elas estão mais fortes. Tem sempre quem ame, mesmo sem ser tendência”, destaca a arquiteta e designer Amanda Aguiar, professora do curso de estamparia da Escola de Moda Denise Aguiar, na Savassi, em BH.

Desde os desfiles do início do ano passado no Hemisfério Norte, que projetavam a moda para os próximos meses, a tendência pegou nos Estados Unidos e na Europa, especialmente neste Outono-Inverno. Sendo o Brasil um propagador natural dessas trends, o resultado por aqui não foi diferente.

No entanto, o uso pede atenção, indica Cássio Vital, estilista da marca mineira Alphorria. “Acredito que muitas delas têm efeito sofisticado, mas outras, nem tanto. Acho que a estampa exótica é uma proposta que limita muito, mas investida em um acessório, pode quebrar um look monocromático”, observa.

Animal print Kalandra

Kalandra apostou na estampa de borboleta

Variedade

Engana-se quem pensa que o animal print está limitado apenas a onças e cobras. Apesar de essas serem as que mais estão em voga na atualidade, a classificação desse tipo de estampa é ampla. “Engloba as imitações de peles de animais como zebras, leopardos e borboletas. Todas essas texturas”, diz Amanda Aguiar.

A variedade de materiais e cores também colabora na diferenciação dos prints. “O que muda são os materiais e, muitas vezes, a entrada de cores como o azul e o vermelho ou então, estampas de zebra e onça em tonalidades mais claras”, revela Eduardo Silva, designer da marca de calçados Vizzano.

Criação

O desenvolvimento de padronagens diferentes dos bichos propriamente ditos é resultado de pesquisa constante. “Estamos o tempo todo monitorando o comportamento feminino nas redes sociais, além de acompanhar as trends que despontam nas ruas e que, delas, vão parar nas principais passarelas mundiais da moda, que têm a função de confirmar a tendência”, destaca Eduardo Silva.

De acordo com a designer de estampas Amanda Aguiar, o trabalho começa na observação da textura da pele do animal. “Podemos utilizar fotos disponíveis em bancos de imagens, reproduzindo-as. Também é possível fazer à mão e digitalizar, criando com canetas. Temos uma infinidade de filtros, podendo mudar as cores de forma muito fácil, fazendo testes para ver o que fica melhor”, explica.

A amplitude de possibilidades pode ser aplicada em diversos formatos. “Anteriormente, a moda aplicava muito os prints em scarpins e botas. Agora, invadiram sneakers, sandálias, sapatilhas, slingbacks, mules e flats. E o mais importante é que a estampa entrega percepção de valor visual ao produto”, explica o designer da Vizzano.

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