Playlists variadas ou belas imagens de pessoas e lugares. Encontrar quaisquer desses conteúdos no YouTube e no Instagram é tarefa fácil. Porém, quem se atém somente a esse tipo de busca perde não apenas tempo, mas a chance de aprender ou atualizar conhecimentos. A terceira e quarta redes sociais mais populares no Brasil disponibilizam cursos, workshops, tutoriais e até aulas. E o melhor: tudo de graça!

Professora de pré-vestibular e youtuber, a belo-horizontina Jana Rabelo é uma das milhares de pessoas que decidiram ir além do tradicional para transformar a forma como se apresenta na web todos os dias. 

“Consumia influenciadores e acompanhava professores também. Sempre fiz questão desse enriquecimento para me tornar uma professora melhor”, conta, revelando ter sido influenciada pelas redes ao criar as próprias contas no YouTube e no Instagram. 

Em uma das páginas, onde contabiliza quase 15 mil seguidores, ela dá dicas de redação, por exemplo, para estudantes que vão prestar o Enem, e oferece ensinamentos, inclusive, para outros colegas de profissão. Reforça que as plataformas abrem portas não só diante do público-alvo, na internet, como possibilitam novas oportunidades de contato e trabalho na “vida real”. 

Empresa com alternativas ecológicas voltadas para a integralidade da saúde feminina, a Pachamama, também de BH, é outra que enxergou mais potencial na rede social de fotos do que simplesmente o de vender produtos. Dá dicas e receitas de cosméticos naturais que podem ser feitos em casa, além de abordar temas ligados ao universo feminino

Construção coletiva

Doutora em Comunicação, a professora universitária Lorena Tárcia diz que as ferramentas virtuais devem ser vistas mais do que como redes de relacionamento. Para ela, embora tenham um lado muitas vezes tóxico e perverso, oportunizam uma construção coletiva e positiva, cabendo aos usuários encontrar as possibilidades. 

“Somos educados numa perspectiva de massa, de receber mais do que de construir conhecimento. Por isso, usamos a rede, em geral, para reverberar vícios que reforçam a ideia de que ‘construir dá trabalho’. O que precisamos é acessá-las mais do que com a visão de ficar passando o dedinho para espairecer ou confirmar algo que já sabemos. Precisamos desejar construir”, pondera.

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Pensar o lado positivo do que se vê na tela do computador ou do smartphone é outro desafio imposto pela modernidade, avalia a professora. “A rede vem sendo apropriada pela lógica de uma era anterior a essa. Transferimos aspectos negativos que não dizem respeito a ela e deixamos de lado as possibilidades de transmitir conhecimento. Somos formados para ser críticos demais. E não estou querendo dizer para deixarmos de ser, mas para amplificá-la como canal de ação, de construção colaborativa”, diz. 

Face a face

Embora reconheça o valor dos conteúdos que são disponibilizados gratuitamente nas redes sociais, a psicóloga Maria Rita Tupinambá chama a atenção para a importância da comunicação e das relações face a face. Ela reforça que é preciso lembrar que nem todo aprendizado está nas telas. 

“Há uma série de coisas que a gente só aprende na interação social, ou seja, indo para o mundo lá fora. Essas relações preservam características bem humanas, como a empatia. Se conseguirmos compatibilizá-las com a economia de tempo que é acessar conteúdo quando podemos, aí sim, será ótimo”, diz a coordenadora do curso de Psicologia das Faculdades Promove.

Confira dicas de bons conteúdos abaixo:

- Instagram:

Bons conteúdos Instagram

Beleza: Renata Fraga

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Comportamento animal: Alexandre Rossi

Bons conteúdos Instagram

Terapias comportamentais: Deborah Azevedo

bons conteúdos no Instagram

Aulas de português e de redação: Jana Rabelo

Bons conteúdos no Instagram

Atitudes sustentáveis: Uma vida sem lixo

- YouTube

Bons conteúdos YouTube

Educação financeira: Me Poupe

Bons conteúdos YouTube

Autoconhecimento: Eu Vejo - Daiana Garbin

Bons conteúdos YouTube

Decoração: Casa GNT

Bons conteúdos YouTube

Culinária: Ana Maria Brogui

Bons conteúdos YouTube

Empreendedorismo: Erico Rocha