A Samsung lançou recentemente o Galaxy Buds Live, nova versão de seus fones Bluetooth, que chega com design inédito. Com formato que se ajusta ao desenho da orelha, eles parecem dois feijões. Se não fossem brilhantes poderiam ser daqueles fones miraculosos dos agentes secretos do cinema. Os fones chegam ao mercado com preço sugerido de R$ 1.300, nas cores bronze, preto e branco.

Mais confortáveis que as versões antigas, não há mais a sensação de que os fones irão cair das orelhas, apesar de não caírem. No entanto, é uma preocupação constante quando se tem essas caras sementes cantantes fixadas apenas da cartilagem. 

O novo desenho deixou o Buds Live mais higiênico. Ele não tem contato direto com o canal auricular. Ou seja, se for necessário é possível compartilhá-lo sem constrangimento de ter uma camada de cera acumulada. Quem nunca?

O fone também conta com redutor de ruído. Uma alternativa por não contar com borrachinhas que vedam todo o canal auricular. Ele consegue remover ruídos que podem prejudicar a experiência, mas sem deixar o usuário isolado do mundo. Fator que pode ser um risco, principalmente quando se usa o fone na rua, por exemplo.

Áudio

O som é limpo, como se pode esperar de um aparelho assinado pela austríaca AKG, mas confesso que achei os níveis de tons médios um tanto elevados. Mas os níveis de graves e agudos são bem equilibrados. 

Ele conta com equalizador que pode ser ajustado no smartphone pelo aplicativo Samsung Wear (Android), que cataloga todos seus wearables - nome bonito para os dispositivos afixados ao corpo, com fones e relógios. No iPhone é preciso baixar o aplicativo Buds para fazer uso dos recursos.

O equalizador entrega seis modos de som: Normal, Mais Grave, Suave, Dinâmico, Nítido e Mais Agudo. Mesmo com as opções, um pouquinho mais de grave cairia bem. Mas não há como exigir que esses pequenos falantes se sobreponham à lei da física. Afinal, tons graves precisam de maior espaço de propagação, devido ao maior comprimento de onda.

Mas o que chama atenção é que esses fones permitem ouvir a música com muita clareza e qualidade, mas sem isolar totalmente o usuário do mundo à sua volta, diferente de fones em que a borrachinha bloqueia totalmente o canal auditivo. É possível perceber todos os timbres, com muita clareza, mesmo com outros sons por perto.

Voz

O Buds Live também permite conversação. Apesar de ficar longe da boca, ele conta com três microfones que garantem qualidade de captura da voz do usuário. 

Estojo

Se o desenho do Galaxy Buds mudou, seu estojo também tem novo formato. A caixinha ficou menor, com seu formato quadradinho. Ela utiliza o mesmo recurso do Buds+ (que chegou ao mercado no início do ano), que indica o nível de bateria dos “feijões” por luzes. Vermelha (0 a 30%), amarela (30% a 60%) e verde (60% a 100%). A Samsung afirma que as baterias dos fones têm autonomia para até seis horas de reprodução e conversação.

O compartimento pode ser conectado via cabo USB em carregadores de tomadas, mas também pode ser recarregado por meio de indução magnética em bases de carregamento sem fio. Se o amigo tiver um Galaxy 10 em diante, pode usar o telefone para transferir carga para as caixinhas sem a necessidade de cabos. É só habilitar o compartilhamento de carga e colocar o estojo sobre o telefone.

Palavra final

O Galaxy Buds Live é caro como um feijão mágico. Mas trata-se de um tipo de equipamento que se tornou cada vez mais comum nos dias de hoje. Afinal, boa parte dos aparelhos mais sofisticados já aboliu o conector P2 para fones. Um recurso para otimizar o isolamento do aparelho contra água e poeira. E, claro, estimular o uso desses aparelhinhos.